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Portugal entre os melhores para se ser mãe

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Casa-se cada vez mais tarde, tem-se filhos cada vez menos: é esta a realidade que a sociedade vai ter de aprender a mudar, especialmente em Portugal, onde os números negativos são mais expressivos. Apesar de tudo, o nosso país permanece ainda entre os 20 melhores para se ser mãe, segundo um relatório da organização não-governamental Save the Children.
A lista, liderada (não surpreendentemente) pelos estados nórdicos, com a Noruega em primeiro lugar, é composta por 179 países e Portugal surge em 16º lugar. A posição é boa, mas o desempenho tem sido cada vez pior: em 2013 era o 14º e no ano seguinte o 15º melhor para se ser mãe.
E porquê? O relatório State of The World’s Mother 2015, divulgado esta terça (dia 4), indica que no nosso país uma em cada 8.800 mulheres corria o risco de morrer durante a gravidez ou no parto, assim como também que se registaram 3,8 mortes até os cinco anos de idade, por cada mil nascimentos. Para efeito de comparação, na Roménia, o estado com piores resultados entre os 28 membros da União Europeia, morrem 12 crianças por cada mil nascimentos.
«A contribuir também para o resultado lusitano está o número médio de anos na escola para as crianças, que se fixa em 16,3 anos, e o rendimento anual de cada mulher: 19 mil euros brutos.
Como já seria de esperar, são os países europeus e da Oceânia aqueles que ocupam os primeiros lugares da tabela, ainda que muitos países desenvolvidos, como o Canadá (20º), França (23º), Reino Unido (24º) e Estados Unidos (33º), estejam atrás de Portugal. A última posição cabe à Somália, onde uma em cada 18 mulheres corre o risco de morrer durante a gestação.

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