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Portugueses procuram as urgências como ninguém

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Urgências cheias, com uma lenta resposta por parte de alguns hospitais, fazia parte da coletânea de imagens que se podiam ver no início de 2015. Em alguns dos casos que foram denunciados, havia centros hospitalares que demoravam até 8 horas (se não mais) para receber os utentes, criando um clima de tensão entre os funcionários – que tinham de lidar com as longas filas – e as pessoas que esperavam para serem atendidas. Este caos surge agora associado à conclusão de um relatório divulgado recentemente por parte da OCDE que diz que Portugal é o país da organização onde mais pessoas vão às urgências.

O nosso país lidera a tabela com mais atendimentos nos serviços de urgência per capita em relação aos restantes 21 membros que foram analisados: entre 2001 e 2011, 70 em cada 100 portugueses fizeram uso deste serviço, um resultado muito acima da média da OCDE – 31 por 100 habitantes – e que pouco se alterou de 2011 para 2014, mesmo com um aumento das taxas moderadoras que entretanto se verificou.

Este relatório, assinado por Caroline Berchet, do Departamento de emprego e assuntos sociais, vem confirmar uma ideia que foi evocada pelos profissionais da saúde nos primeiros meses deste ano: no nosso país as pessoas têm recorrido muito aos serviços de urgência mesmo em casos em que não se justifica tal necessidade.

Com Portugal a liderar a tabela, em segundo lugar, a uma certa distância, está a vizinha Espanha com 57 em cada 100 pessoas, seguido do Chile (57), do Canadá (48) e dos Estados Unidos (44). No pólo oposto, as últimas posições são ocupadas: pela Nova Zelândia, com 11 utentes por cada 100 habitantes; pela Alemanha, com 9; e pela República Checa, onde 7 em cada 100 recorreram aos serviços de urgência.

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