Desporto

O grande polémico (prémio) da Arábia Saudita

O Grande Prémio da Arábia Saudita, que decorreu no dia 27 de março, esteve envolto em muita polémica. Esta instalou-se quando, perto das instalações do circuito onde ia decorrer a corrida que marcava a segunda da presente época de Fórmula 1, um míssil atingiu uma refinaria de petróleo. Durante a sessão treinos, o piloto neerlandês Max Verstappen queixou-se à sua equipa, a Redbull, de que sentia um cheiro de algo a arder, a ponto de pensar que era o seu carro.

Estando detetado o problema, pilotos, e respetivas equipas, estiveram reunidos com a organização, com a FIA e com o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, numa tentativa de demonstrar aquilo que pensavam sobre o sucedido. Estes intervenientes mostraram-se preocupados com as condições em que ia decorrer a corrida, e exigiam uma decisão rápida por parte da organização. Provavelmente esperavam que o GP da Arábia Saudita fosse adiado ou cancelado.

Após a reunião manteve-se tudo na mesma: a segunda prova da época de 2022 da F1 ia avançar, mesmo podendo estar em causa a segurança não só dos pilotos, como de toda a organização do evento.

Com esta tomada de posição, muito se falou sobre os verdadeiros interesses da Fórmula 1. Os críticos apontam que a organização está mais focada na parte financeira do que propriamente naquilo que os grandes intervenientes, pilotos e equipas, pensam.

O lado financeiro, esse que tem vindo a aumentar muito ao longo dos anos, devido, por exemplo, ao aumento dos direitos televisivos (pois há mais gente a assistir a este desporto motorizado) e também ao investimento que os países acolhedores dos Grandes Prémios fazem a nível de infraestruturas. Junta-se a isto o facto de a Netflix, servidora de streaming, ter produzido Drive to Survive, uma série documental dedicada à F1, que já vai na quarta temporada.

Assim sendo, adiar ou cancelar o GP da Arábia Saudita iria, claramente, prejudicar o lado financeiro da Fórmula 1.

Depois de uma sessão de qualificação controversa assistimos a um duelo renhido entre Max Verstappen e Charles Leclerc. Foi o neerlandês a levar a melhor e a vencer a sua primeira corrida nesta temporada.

Fonte: Formula 1

Apesar de ter perdido para o campeão mundial, o piloto monegasco depois de ter cortado a meta em segundo lugar manteve a liderança do campeonato com 45 pontos. Já Carlos Sainz conseguiu a terceira posição, superando Sergio Pérez, que, mesmo tendo partido da pole position, não chegou a completar o pódio.

 O fim de semana da Mercedes foi agridoce com resultados bastantes díspares entre os pilotos. George Russel carimbou a quinta posição cumprindo com o expectável, fazendo uma corrida sólida. O sete vezes campeão do mundo, Lewis Hamilton, partiu da 15.ª posição e conseguiu ascender à zona de pontos. Apesar de ter sido azarado pelo fecho do pit lane no Virtual Safety Car, provocado por Daniel Ricciardo, o piloto britânico alcançou o décimo lugar.

A Alpine teve um fim de semana semelhante ao da campeã Mercedes, tendo Esteban Ocon acabado na sexta posição e o seu companheiro de equipa sido obrigado a desistir devido a problemas na unidade motriz. Ocon e Alonso deram-nos ainda bons momentos num duelo bem quente.

Pierre Gasly foi a salvação da Alpha Tauri. Com altos e baixos, conseguiu dar pontos à sua equipa, ao contrário de Tsunoda, que nem chegou a correr com problemas na unidade motriz, algo preocupante para a Red Bull.

Por outro lado, a Haas continua a surpreender, mesmo sem Mick Schumacher que teve um grave acidente na sessão de qualificação e não competiu. Magnussen somou mais dois pontos continuando a ser uma das estrelas deste início de temporada.

Por sua vez, Lando Norris conseguiu um ótimo resultado para a McLaren: o sétimo lugar, mostrando que mesmo com um carro fraco a equipa pode contar com ele.

A Alfa Romeo não carimbou pontos, com Bottas a desistir e Zhou a ficar fora dos pontos. Tanto a Aston Martin como a Williams tiveram um GP para esquecer.

Fonte da capa: Bet experts

Artigo revisto por Ana Sofia Cunha

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A paixão pelo desporto foi o que a fez querer escrever para a Magazine. Encontra no desporto, tal como na música, a maior forma de liberdade e aprendizagem. Só precisa de um bom concerto e um bom jogo de futebol para ser a pessoa mais feliz do mundo. Considera-se uma pessoa justa e por isso a imparcialidade estará presente em cada um dos seus artigos.

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O Milton é a pessoa mais bem-humorada que alguma vez poderão conhecer, e é verdade, estou sempre bem-disposto. Quando era pequeno, o meu maior sonho era ser DJ e piloto de Fórmula 1, hoje já não é bem assim. O meu passatempo preferido é tweetar sobre tudo e mais alguma coisa, sendo que na maioria das vezes é sobre futebol.