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Primeira-dama da Ucrânia marca presença na Web Summit e faz pedido de ajuda

Zelenska acusa a Rússia de usar a tecnologia a favor dos esforços de guerra.

Olena Zelenska foi uma das oradoras de abertura da Web Summit 2022, que teve início no passado dia 1 de Novembro. Por motivos de segurança, foi a convidada surpresa, tendo a sua presença apenas sido anunciada poucas horas antes do evento. De acordo com as declarações do presidente da autarquia aos jornalistas, o nível de segurança da sua visita foi algo “nunca antes visto em Lisboa”.

Ao subir ao palco da maior cimeira de tecnologia do mundo, a mulher do presidente ucraniano focou-se nas consequências da guerra que se sentem na Ucrânia e acusou a Rússia de usar a tecnologia ao serviço do terrorismo, mostrando imagens de um drone a atingir a capital que, garante, tinha o objetivo de matar civis: “Porque a Rússia usa a tecnologia ao serviço do terror. Aquilo que vemos é a consequência do uso dessa tecnologia.” Olena Zelenska compara a atual situação que se vive na Ucrânia com as ficções científicas que estamos habituados a ler.

Ao terminar o seu discurso, a primeira-dama da Ucrânia apelou à ajuda dos portugueses para que estes sejam solidários com o povo ucraniano: “As minhas duas primeiras prioridades são a educação e os cuidados médicos. Quero permitir que as pessoas voltem à vida a que estavam habituadas. Ajudar a Ucrânia é ajudar o mundo”. 

Em entrevista com jornalistas, Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, completa: “Combinámos que ela (Olena Zelenska) me enviava uma lista dos bens essenciais necessários e faço aqui um apelo aos lisboetas e a todos os portugueses, para darmos a ajuda para o que vai acontecer no inverno em cidades que estão completamente destruídas.” O presidente da autarquia mencionou ainda o convite que fez às startups ucranianas presentes na Web Summit para que ficassem em Lisboa “durante estes tempos” antes de regressarem à Ucrânia.

A guerra entre os dois países, que se iniciou com a invasão russa, conta já com mais de oito meses. Segundo dados da ONU, quase 3,5 milhões de ucranianos terão saído do país para escapar à guerra.

Fonte da capa: Miguel A. Lopes/EPA

Artigo revisto por João Nuno Sousa

AUTORIA

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Quando era pequena - entre a fase em que quis ser médica e aquela em que quis trabalhar numa pizzaria - Beatriz (ou Bea, como prefere) gostava de inventar histórias. Escrevia livros para oferecer à família no Natal e chegou até a criar uma revista quinzenal com as suas amigas aos dez anos, que toda a turma lia durante as horas mortas das aulas de matemática. Tomando consciência no nono ano de que queria ser jornalista, o destino encarregou-se de a trazer até à ESCS.