Música

Psycho Generation

Os Psycho Generation são uma banda de punk rock de Lisboa, formada por membros jovens que têm a música como um interesse em comum. A banda é constituída por Rodrigo Ribeiro, o guitarrista e vocalista principal, Rodrigo Rebelo (mais conhecido como Júnior), o baixista e vocalista secundário, e Tiago Patrício (mais conhecido como Patrício), o baterista. Em tempos havia outro baixista, Diogo Gonçalves, que, infelizmente, teve de sair da banda por motivos pessoais. Hoje em dia, os Psycho contam também com a presença de Rita Valente, a vocalista que neste momento está a estudar em Inglaterra, mas que atua quando está em Portugal. Os Psycho Generation contam também com a colaboração de Madalena Bispo, manager, e Inga Carvalho, fotógrafa.

Madalena: “O meu trabalho enquanto manager dos Psycho está muito à volta da gerência das redes sociais e, por vezes, de tirar fotos nos ensaios e nas photoshoots. Para além disso, estou encarregue de procurar concertos. Como somos uma banda nova, esse trabalho é mais ou menos para todos, mas sou quem fica com os contactos dos interessados em contactar a banda. Quando nos estamos a preparar para um concerto, trato da setlist, finjo que sou personal stylist deles e dou umas dicas de moda, mas principalmente estou lá para os apoiar; Esse é o meu grande objetivo”.

Fonte: Madalena Bispo

Esta ideia surgiu principalmente do desejo de Rodrigo, que já idealizava um projeto com esta identidade muito antes de existir um nome. No secundário, a lista O criou um festival de música na escola que juntava pessoas a tocar instrumentos, e Rita, Diogo e Rodrigo aproveitaram a oportunidade para fortalecer este sonho combinado com diversão. Para a banda, o nome Psycho Generation  carrega o significado de família, revolução, ser diferente, música punk extremamente rápida com partes de reggae. Aparentemente, segundo Júnior, experienciar coisas novas é uma “forma de me exprimir, por assim dizer, uma forma de aprender a lidar com situações novas e no fundo divertir-me”. O nome Psycho Generation veio da mente de Diogo, o antigo baixista, que se inspirou nuns rabiscos feitos por Rita em aula. O logótipo foi feito por Rodrigo, que relembra o momento com diversão: “vamos ser sinceros, nenhum de nós batia bem da cabeça; Ah, sim, e há uns anos tinha cortado um rapaz com um x-ato, o que deu um toque especial ao nome”.

Fonte: Inga Carvalho

Algumas das inspirações musicais dos membros são os Blink-182, Green Day, Dead Kennedys, Rancid, The Clash, os Ramones, The Descendents, Red Hot Chilli Peppers, Rage Against the Machine. Todas estas bandas têm a sua própria essência e inspiram os Psycho a tornar a sua música cativante. Quando fiz a pergunta “Como descrevem o som da Psycho Generation para quem nunca vos ouviu?” as respostas foram bastante parecidas. Muito resumidamente são uma “banda de putos que normalmente toca punk muito rápido com breaks de reggae e que lá no meio tem solos de blues”. Parece um pouco estranho, mas todos estão a tocar aquilo de  que gostam e conseguem adaptar-se aos estilos de cada um e curtir “do Rock ao Punk, com um toque de Reggae”. Segundo Júnior, “somos o resultado de uma experiência esquisita em que os Green Day conheceram o Bob Marley e ele teve um caso com o Eric Clapton. Talvez isso!”

Fonte: Madalena Bispo

Temas não faltam, pois as músicas variam sempre, mas o guitarrista e a manager têm a ideia do punk ainda bastante firme, segundo Patrício. Como já mencionei acima, são só três pessoas a curtir sem um tema concreto. No que toca ao processo de composição, é algo espontâneo. O Rodrigo, a Rita e o Júnior escrevem músicas em casa e depois adaptam-nas à banda, mas é um pouco caótico, porque sai tudo muito naturalmente e há muitas ideias ao mesmo tempo. Originais são um bocado complicados, uma espécie de “caos total, mas acho que estamos a chegar lá”. Segundo Rita, existem ideias, mas não é nada a 100%. Segundo Patrício, “é mais chegar lá e ver as ideias que existem e improvisar por cima até aparecer algo top; Pegar nas ideias que criam e tentar realizá-las. Não tenho muito a parte criativa, só tento adaptar o que sei àquilo que pedem e puxar para o meu gosto”.

Fonte: Inga Carvalho

Dos vários concertos que deram, existe, claro, um favorito para cada um dos membros. Eu, o Júnior e Rita adoramos aquele que aconteceu no dia 19 de julho de 2025 na Casa do Povo. Tudo contribuiu para um incrível concerto: o som, as luzes, a energia, tudo estava incrível e deu para tirar umas boas fotos. Para Rodrigo, o melhor foi o que deram no Clube Motard Dos Redline, porque foi o primeiro concerto em que foi vocalista e ultrapassou um grande obstáculo. Para Patrício, foi o segundo ou o terceiro. O primeiro foi, nas suas palavras, “ganda cena”, pois o entusiasmo era maior por ser primeira vez que tocavam juntos. O segundo foi “espetacular” e o terceiro foi “aquele em que me senti melhor em palco e foi onde senti que dei o meu melhor. Correu espetacularmente”. Em todos houve erros e coisas a melhorar, mas faz parte.

Fonte: Inga Carvalho

O punk hoje ainda é resistência ou tornou-se estética? Rodrigo: “nunca se pode dizer o que o punk é porque cada um tem a sua própria definição de punk. No início, o punk era um movimento contra a sociedade e era tudo muito político. Depois, nos anos 2000, andava tudo de calções abaixo dos joelhos a cantar sobre o amor perdido no secundário. O punk vai tendo vários géneros e personalidades, mas para mim o punk sempre foi «faz o que tu quiseres!», por isso, as pessoas podem fazer o que quiserem com o punk, sinceramente estou me a cagar”; Júnior: “Diria que o punk é algo que todas as pessoas que apreciam rock conseguem apreciar bastante. Eu diria que sim, ainda é resistência até aos dias de hoje. Bandas como os Green Day e Dead Kennedys lutaram e lutam por uma sociedade melhor para os jovens de todo o mundo, e, até hoje, isso verifica-se no punk.”; Patrício: “É um pouco dos dois: ainda tocamos músicas a girar esse género, mas também ainda há muito a ideia de estética da parte de alguns membros”.

Fonte: Inga Carvalho

Segundo Rodrigo, o que mais o irrita na cena musical atual é o facto de as bandas que têm originais que soam mal serem, de certa forma, vistas como “superiores” às que não os têm. Devia haver espaço para todas. Para Júnior, talvez sejam os artistas que não escrevem as próprias músicas; por fim, para Patrício, é a falsidade e a forma como tudo está tão estudado e comercializado só para produzir dinheiro. Para Rita, a falta de originalidade e a “comercialização cansativa de fórmulas repetitivas” é o que mais a irrita. A “coisa orgânica e o sentimento em si” foram-se perdendo muito e existe uma grande diferença entre ouvir as músicas de agora e as músicas antigas do mesmo género. “Atenção, não digo que está tudo mal e que não gosto. Acho que há músicas recentes bastante boas e de tirar o chapéu, mas tenho sempre a sensação de que falta algo… Não sei explicar bem”. Músicas como a versão deles de Wicked Game, Welcome To Paradise e Cocaine são algumas das que mais os definem, devido à sua atitude e autenticidade.

Fonte: Inga Carvalho

Os Psycho Generation querem que as pessoas acabem os concertos cansadas de saltar e cantar com toda a diversão que presenciaram. Querem passar uma imagem de juventude e força, e produzir algo memorável através da sua música: “Queremos que as pessoas se lembrem”. “Curtir, aproveitar e ser tu próprio. E que bebam umas fresquinhas!”. Podem esperar muitos concertos, mais músicas originais e ainda mais qualidade de som e química entre os membros da banda. É uma honra ter acompanhado este processo desde o início e estou ansiosa para tudo o que está por vir. Podem saber e ver mais sobre esta banda na sua página oficial do instagram, @psychogeneration.band e em @ingavc_lens para mais fotos. Se quiserem entrar em contacto, podem fazê-lo através do email psychogeneration4mail.com e das redes sociais disponíveis.

Fonte da Capa: Inga Carvalho

Artigo revisto por: Carla Lino Vitório

AUTORIA

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A Inga está no segundo ano de licenciatura em Audiovisual e Multimédia. É uma amante de todas as formas de arte, desde música, cinema e televisão até exposições, teatro e artes plásticas. O seu envolvimento com a escrita sempre foi uma constante na sua vida, e ela sempre adorou dar a sua opinião sobre os diversos assuntos que rondam o mundo. Sempre que tem uma ideia, não hesita em anotá-la, esteja onde estiver. O enriquecimento cultural e o contributo para o seu desenvolvimento pessoal são algumas das razões pelas quais compartilhará as suas ideias na ESCS Magazine, juntamente com a sua habilidade para organizar seja o que for.