Risco de conflito entre potências mundiais atinge nível mais elevado desde a Guerra Fria

O estudo da AON concluiu que ainda 40% dos países analisados estão expostos a risco de terrorismo, enquanto 60% estão expostos a ataques e agitação civil.

O risco de um conflito entre as maiores potências mundiais nunca foi tão elevado desde o fim da Guerra Fria. A conclusão é da consultora de risco político AON, que nota que o risco de violência motivada por questões políticas voltou a aumentar, atingindo proporções idênticas às do final da Guerra Fria, entre a URSS e os Estados Unidos da América.

“Apesar de a agitação civil e o terrorismo dominarem os ratings para a maioria dos países, a probabilidade de um conflito interestatal – envolvendo grandes potências – chegou ao ponto mais elevado desde o fim da Guerra Fria”, afirmam os analistas da consultora AON, no relatório publicado esta quarta-feira sobre o Mapa de Risco Político 2018.

A análise feita pela AON, em parceria com a RiskAdvisory e a Continuum Economics, a quase 200 países concluiu que 40% estão expostos a riscos de terrorismo, enquanto que 60% estão expostos a ataques e agitação civil. Um terço dos países estão ainda expostos a riscos de guerra civil, guerra transfronteiriça e risco de golpes de Estado. Dezassete países receberam uma avaliação pior do que a do ano passado e apenas seis melhoraram.

O documento indica que nos últimos tempos se têm assistido a um aumento da competição geopolítica, o que somado a “um défice de liderança na diplomacia internacional” contribui para o aumento dos riscos de um conflito armado. Por sua vez, são os países mais vulneráveis que ficam mais expostos à deterioração da governação em regiões que já estão em dificuldades.

“Os governos populistas aumentaram o potencial para a dissidência interna, bem como para o conflito transfronteiriço, resultando em eventos violentos que afetam áreas mais vastas”, acrescentam os analistas.

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