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Rússia nega acusações de bombardeamento a civis


A discussão deu-se no encontro do Grupo Internacional de Apoio à Síria, em Munique. Fonte: sapo.io

Apesar de o governo russo afirmar que a maioria dos bombardeamentos tem atingido grupos legítimos da oposição, o país tem sido acusado de atacar cidadãos sírios.

A Rússia está a ser acusada de atingir civis em bombardeamentos levados a cabo na Síria. A declaração foi feita no encontro do Grupo Internacional de Apoio à Síria em Munique, na Alemanha, pelo primeiro-ministro francês, Manuel Valls.

Já o homólogo russo, Dmitri Medvedev, face a estas acusações, afirmou: “a Rússia não tem objetivos secretos que vão para além daquilo que já afirmámos. Estamos a lutar porque muitas das milícias a combater no terreno são constituídas por russos que depois poderiam regressar e cometer atentados. Estas pessoas têm que ficar lá”, explicou.

Contudo, Valls reforçou a importância da preservação de um ambiente de paz, especialmente na Ásia Ocidental: “para encontrarmos o caminho da paz e das negociações o bombardeamento de civis tem de terminar”, continuou.

Neste encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros russos, Sergei Lavrov, prometeu que seria estudada e planeada uma proposta pelos Estados Unidos em relação à situação beligerante na Síria. Segundo uma fonte oficial ocidental citada pela agência Reuters, Moscovo apresentou proposição de cessar-fogo na Síria no dia 1 de março, mas não existe um entendimento sobre tal acordo.

Por sua vez, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Federação da Rússia, Maria Zakharova, negou as acusações do secretário de Estado americano, John Kerry, sobre atentados a civis inocentes em território sírio: “consideramos absolutamente inaceitáveis as declarações públicas de representantes dos Estados Unidos, que acusaram a Rússia de usar bombas não dirigidas na Síria que alegadamente mataram cidadãos. É pura especulação, são declarações que os factos não confirmam”, afirmou.

Em relação ao contexto de tensões provocadas pelo conflito na Ucrânia e do apoio da capital russa ao regime sírio, Medvedev disse: “o que resta é uma política de inimizade da NATO em relação à Rússia; podemos dizer as coisas claramente: deslizámos para um período de uma nova Guerra Fria”.

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