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Spotlight – O poder do jornalismo

Em “O Caso Spotlight”, o recente drama biográfico realizado por Tom McCarthy, acompanhamos a investigação da equipa Spotlight, um grupo de repórteres do jornal americano Boston Globe que, em 2003, recebeu o prémio Pulitzer por ter ajudado a desvendar vários casos de pedofilia no seio da Igreja Católica.

O filme, apesar do seu caráter biográfico, assemelha-se bastante a um thriller – em diversos momentos o espectador vai encontrar-se inquieto no seu lugar, à espera do desenlace dos próximos acontecimentos.

Ao longo da trama acompanhamos todas as fases de uma investigação jornalística – entrevistas, análise de dados e até alguns entraves burocráticos e judiciais. Mantendo-se factual e direto, o enredo permite ainda assim uma ligação emocional com as vítimas. A ligação emocional afeta os próprios jornalistas encarregues de investigar os acontecimentos, em especial a personagem de Mark Ruffalo, que interpreta o jornalista de origens portuguesas, Mike Rezendes. No restante elenco encontramos nomes como Michael Keaton, Rachel McAdams e John Slattery.

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Esta longa-metragem, que nos dá a conhecer o poder da teimosia jornalística, tem sido bastante aclamada pela crítica e foi recentemente premiada pelo Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG) como melhor filme do ano. Para além disso, conta com seis nomeações para os Óscares da Academia, entre elas a de Melhor Realizador, Melhor Ator Secundário e Melhor Atriz Secundária.

“O Caso Spotlight” tem como enredo principal um assunto sensível e controverso, mas não procura criar heróis nem vilões. A história é contada tal como aconteceu, deixando espaço para que os espectadores tirem as suas próprias conclusões.

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