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    Quem tem unhas é que escreve

    Desenhador de palavras sobre Alves Redol Longas jornas de trabalho debaixo do sol quente, trabalhadores agrícolas famintos, desorganizados e explorados. Uma luta entre mentalidades desiguais. Pobreza material mas também de espírito. Estas são as linhas principais do romance “Gaibéus”, de Alves Redol. O escritor neo-realista dotado de um espírito jornalístico chegou mesmo a viver junto de quem trabalhava nos arrozais das Lezírias, nos campos ribatejanos, aproveitando para preencher blocos de notas sobre o quotidiano dos trabalhadores. “À memória de Venâncio Alves e João Redol, ao ferreiro e ao campino” pode ler-se nas primeiras páginas de “Gaibéus”, publicado em 1939. O primeiro livro do escritor foi um marco na história da…