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    Pais de plástico

    Queridos “pais”, Obrigado. Não como agradecimento mas como obrigação. Sinto a necessidade de me expressar pelos outros, por aqueles que não têm como o fazer, frágeis à vida e fora dela. Vida como instituição, como padrão preconizado de atos e ações pré-concebidas e pré-aceites. Nós vivemos à margem. Somos objetos de recreio, com data expirada mesmo antes do consumo. Aceitamo-lo. Não há que granjear ou amaldiçoar a nossa sorte. Somos órfãos. Desprezados por quem nos devia amar e deixados ao esquecimento por quem nos devia respeitar. Somos o resultado lógico de abortos falhados ou catolicismo oco. Se tivermos a “sorte” de ter tido pais, então foram-nos retirados por demonstrações de…