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    “Desvida”

    Sim, vim falar sobre a morte. Pareceu-me demasiado dramático ou mórbido colocá-la como título e por isso permiti-me inventar uma espécie de sinónimo do termo (poderá dar jeito nos recentes debates sobre a eutanásia, para aqueles que a defendem: “eu não defendo a morte, mas sim a desvida…” soa menos agressivo, talvez cole). Quanto à morte, não me surpreende nem a temo. É um reflexo indivisível da existência. “Eu tenho medo de morrer”. Ouve-se vezes e vezes sem conta e tem tanto de real como de estupidamente irrealista. É o único facto efectivamente provado, irrevogável. Medo de uma inevitabilidade crónica não é mais que fechar os olhos aquando de uma…