• Opinião

    A 4 Mãos: O que fica de 2017?

        Marcos Melo (MM): 2017 está a dar as últimas. 2018 esgueira-se, ao virar da esquina. Foram doze meses recheados de acontecimentos — uns mais mediáticos e outros mais discretos. Nestas lides dos media, é um habitué fazer-se a revista do ano. Por razões compreensíveis, todos os órgãos de comunicação social debruçam-se sobre os mesmos assuntos — e, provavelmente, nós fá-lo-emos, também. Neste artigo, proponho respondermos à pergunta: quando pensas em 2017, de que te recordas? Contudo, não somos obrigados a mencionar o óbvio (podemos ou não fazê-lo).  Assim sendo: Maria, sob o teu olhar, o que marcou 2017?   Maria Moreira Rato (MMR): O acontecimento que surge na…

  • Opinião

    A pedagogia dos anónimos

    A guerra está declarada. O campo de batalha são as redes sociais. Um frente-a-frente: de um lado, os jornalistas; do outro, os anónimos por detrás de páginas de denúncia. Acusações e escrutínio são as armas de arremesso. Nos últimos tempos, temos assistido ao surgimento de páginas cuja missão passa por desconstruir e analisar as publicações dos media portugueses. A página “Os truques da imprensa portuguesa” é o caso mais paradigmático. Diariamente, “Os Truques” dão dores de cabeça aos jornalistas – e até coleccionam alguns ódios de estimação. Poder-se-ia dizer que são o arquétipo do inimigo dos jornalistas. Mas há outras páginas: “Anti Clickbait Portugal” é uma delas. Em comum, estes…