• Opinião

    Crónica: Glorioso

    Nunca gostei de desportos colectivos. Julgo ser consequência da minha personalidade anti-social e do meu enamoramento pela clausura. Sempre me identifiquei com a solidão do ténis e com o pacifismo do golfe. Complementando, sou avesso a todos os tipos de fanatismos – sejam eles religiosos, políticos ou antropológicos. Quando amalgamamos este dois traços da minha personalidade, obtemos uma contra-corrente de pensamento. Um indivíduo teórico, cuja experiência prática é nula, enojado pelo extremismo. Observo, com desgosto, a criação duradoura de uma “neo-religião”: o clubismo. Há apenas um desporto equiparável ao fanatismo de um extremista: o futebol. Devo, antes de continuar, dar a minha definição de facciosismo. Este é, para mim, algo…