• Informação

    Herberto Hélder. No fim ficam as palavras

    Diz-se que, por cada poeta que morre, devia nascer um avião cheio de pessoas com novas ideias para mudar o mundo. No dia em que o país tomou conhecimento da morte do “poeta misterioso”, caiu um Airbus nos Alpes Franceses. O mundo ficou com os olhos postos nos destroços do 4U-9525, o país ficou com as palavras do escritor que recusava prémios e não dava entrevistas. Herberto deixou a tinta a frase que descrevia a sua relação com a morte: “Só morremos de nós mesmos”. A morte sempre foi assunto para o poeta, que nasceu no começo dos anos 30 do século passado e que na segunda-feira viu pela última…