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    Somos todos quê?

    Já ouviram a expressão Faz o que eu digo, não faças o que eu faço? Por certo que sim. Trocado por miúdos, o provérbio significa o seguinte: facilmente apontamos o dedo reprovador a alguém, mas dificilmente olhamos para o nosso próprio umbigo. A cultura portuguesa está povoada por personagens típicas. Desde a Padeira de Aljubarrota ao Zé Povinho, passando pelo Velho do Restelo, o imaginário popular é vastíssimo. A coscuvilheira do bairro – aquela mulher dada à alcoviteirice que se empoleira ao beiral da janela a afiar a língua sobre a vida privada da vizinhança – é um exemplar sintomático da sociedade actual. A dita senhora modernizou-se e migrou para…