• Opinião

    Somos conhecidos pela sardinha, não precisamos de que nos relembrem

    Ainda me lembro dos tempos em que tinha espaço para respirar, não levava cotoveladas e não tinha de me preocupar constantemente com o fecho das portas do metro no preciso momento em que todo o meu corpo consegue finalmente entrar neste belíssimo transporte público da cidade de Lisboa. Comecei a notar há bem pouco tempo manifestações e, eu própria, mesmo reparando e confirmando que todos os problemas de que se queixam vão ao encontro da realidade, tentei ignorar esses factos para que não se tornasse numa preocupação ou irritação permanente no meu dia a dia. Mas é escusado. Tenho de aceitar que isto começa a tornar-se ridículo. Sempre que espero…