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    Acto aleatório de bondade

    A primeira vez que entrei num café lisboeta sozinha foi desapontante. Ao agradecer ao empregado recebi um olhar muito estranho, como se eu tivesse dito algum palavrão ao empregado, como se não fosse normal ouvir um “obrigada”. Depois, fui-me habituando e, mesmo sem resposta, continuei a dizer os meus “bom dia”, “por favor” e “obrigada”. Afinal, quem fica mal visto é quem não o diz. Já passaram uns anos e continuo a achar que Lisboa — e outros locais — precisavam de mais simpatia por parte dos seus habitantes. Entrar num autocarro e dizer “bom dia” ao condutor pode parecer algo descabido porque não conhecemos o senhor de lado algum,…