“The cure” for all your evils

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Pouco passa das 21h. O Meo Arena está quase cheio, e os muitos “crescidos” presentes parecem emanar uma felicidade infantil, quase eufórica. Foram previamente “brindados” com um concerto de abertura dos britânicos The Twilight Sad e esperam ansiosamente pela atração principal, encontrando-se animados. Por fim, sobe ao palco a banda que marcou o percurso inicial de muitos jovens de meia-idade que se deslocaram até ao Parque das Nações para reavivar a memória e voltar atrás no tempo: com a ironia pertinente de “Open”, os The Cure abrem o concerto.

Envolvendo os mais velhos numa nuvem nostálgica do passado, e os mais jovens na alegria jocosa do presente, a banda britânica presenteou aqueles que assistiam, essencialmente, com memórias. Na vivacidade pouco comum a uma banda que conta com quarenta anos de carreira, foram interpretados temas como a balada “Lovesong” e as alegres e icónicas “Boys Don’t Cry” e “Friday I’m In Love” (aqui podem consultar a setlist completa).

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A banda, sempre interativa e a mostrar que domina o tão típico “obrigado”, demonstrou que a musicalidade não resulta apenas de talento inato, mas que é também fruto do tempo. A experiência e atenção dos músicos foram satisfatoriamente correspondidas por um público eufórico que se recusava a ceder ao cansaço e que acompanhava a banda como melhor sabia.

Num concerto que contou com três encores, pouco ficou por dizer. Talvez faltasse apenas o agradecimento por uma viagem ao passado, e por uma dedicação e amor à música ainda muito presentes.

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