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Trabalhadoras saem à rua pela igualdade salarial na Islândia

Na passada segunda-feira, as trabalhadoras islandesas saíram do trabalho mais cedo como forma de protesto contra a desigualdade salarial.

Segundo um relatório de 2013 efetuado pela Comissão Europeia, as mulheres recebem menos 18% que os homens pelo mesmo emprego, sendo este o motivo que as levou a sair do trabalho às 14:38 – hora em que começam a trabalhar gratuitamente.

Contudo, o dia 24 de outubro não foi escolhido por acaso. Foi neste dia, em 1975, que as islandesas não trabalharam para salientar o impacto da mão-de-obra feminina na economia do país. Este protesto, que contou com 90% de adesão da população feminina, marcou a data como “o dia de folga das mulheres” (Women’s Day Off).

41 anos depois, foi esta mesma convicção que as levou a rumar a Austurvöllur na capital islandesa, Reykjavík.

Apesar da diminuição do fosso salarial entre homens e mulheres na Islândia, os organizadores do protesto afirmam que, a este ritmo, só em 2068 o salário será igual.

Numa entrevista ao jornal islandês Rúv, Gylfi Arnbjörnsso, Presidente da Confederação Islandesa do Trabalho salientou que é difícil esperar 50 anos para que esta meta seja atingida: “É inaceitável dizer que iremos corrigir isto em 50 anos. Isso é uma vida inteira”.

Em Portugal, a desigualdade salarial atinge os 13% e, ainda que se mantenha abaixo da média europeia, foi das que teve maior acentuação entre os países mais afetados pela crise.

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