Capital

Um olhar sobre o futuro

Chegou ao fim um dos eventos mais aguardados do ano. O Web Summit 2016 – uma referência das conferências de tecnologia europeias – decorreu em Lisboa, no Meo Arena e na FIL, nos dias 7, 8, 9 e 10 de novembro. Contou com a presença de sete mil CEOs, 15 mil empresas e mais de cinquenta mil participantes, oriundos de mais de cento e sessenta países.

Apesar dos números, muitos foram os que não conseguiram ir ou pagar o valor do bilhete (que podia chegar aos seis mil euros).

Para quem não teve esta experiência, mostramos como tudo se passou.

Antes mesmo de descermos as escadas rolantes do centro comercial Vasco da Gama, percebemos um agitação geral. Milhares de pessoas juntavam-se às 9 horas da manhã e seguiam por uma longa fila que parecia não ter fim. Grandes cartazes rosa indicavam o sítio para o qual cada um se devia dirigir.

A segurança foi apertada e, apesar da multidão, os participantes chegavam rapidamente aos seus lugares.

Começavam as primeiras conferências, distribuídas por 21 espaços, consoante as diferentes áreas de interesse.

Passando pela área de registo, a primeira sala era a do pavilhão 3.

O espaço juntava os palcos principais Binate.io (específico para conferências de dados – nas quais se discutiram os últimos desenvolvimentos nas mais interessantes aplicações de dados), FullSTK (espaço no qual se juntaram investidores, empreendedores, engenheiros e profissionais da computação), creatiff (local de artistas responsáveis pelo design de produtos e das maiores instituições mundiais), PandaConf (onde profissionais do marketing partilharam as suas histórias de sucesso), Modum (no qual se podia assistir à apresentação de tecnologia líder do mundo da moda e à participação de ícones da indústria) e Startup University (para que os participantes pudessem ter a oportunidade de explorar as várias fases de criação de uma startup).

Algumas das marcas mais influentes, como o Linkedin, o Youtube, o Instagram, o Facebook, a Amazon, a Google e a LOREAL, marcaram presença nestes palcos, nos três últimos dias.

A sala seguinte correspondia ao pavilhão 2, repleta de robôs e vários gadgets, que entusiasmavam os vários participantes. Desde o robô da Delta, que servia café, à impressora 3D da Beeverycreative ou ao modelo da BMW, ninguém conseguia ficar indiferente, visível pela quantidade de pessoas que assistia às conferências daquele espaço.

Destacavam-se três grandes palcos: AutoTech – Talk Robot (mostrador das tecnologias de veículos autónomos e inteligentes, inteligencia artificial), ContentMakers (que juntou grandes meios de comunicação e de entretenimento, investidores em novas plataformas e maneiras de contar histórias) e MoneyConf (palco onde bancos, empresas tecnológicas e startups discutem formas de transformar o mercado, indispensáveis para o futuro do mundo dos negócios).

Algumas das empresas líderes que se destacaram foram a Tesla, a Microsoft, Visa, a BNP PARIBAS e o Paypal, assim como alguns meios de comunicação, como a Vice e o The Guardian.

A última sala da FIL era a do pavilhão 1. Este reuniu os palcos FutureSocieties (no qual pensadores, políticos e profissionais académicos discutiram de que forma as nossas cidades, as nossas vidas e a nossas culturas estão a ser transformadas), HealthConf (espaço no qual se trataram temas como os cuidados de saúde na era digital), MusicNotes (a conferência de tecnologia da música, na qual se reuniram artistas e ícones da indústria musical), Saas Monster (que promoveu o encontro de grandes compradores e vendedores de tecnologia) e Sports Trade (a maior conferência do mundo de negócios desportivos, que reuniu estrelas do desportos e meios de comunicação, para discutir, entre outras coisas, de que forma a sua influência pode ser usada para o bem social).

Marcas como a Unicef e a P&G e meios de comunicação como o New York Times foram os grandes destaques do espaço.

A forma como os hackers podem estar a transformar o modo como encaramos a esfera política ou como a tecnologia e a economia digital desafiam os limites da educação “tradicional” foram algumas das ideias desenvolvidas.

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Por fim, chegámos ao espaço exterior próximo do Meo Arena. Chegava a hora de assistir a algumas conferências no Centre Stage, palco principal do edifício.

Este era o único palco a que todos tinham acesso, independentemente do tipo de bilhete que tinham comprado. Personalidades como os atores Joseph Gordon-Levitt e Shailene Woodley, o artista Ne-Yo, o atleta Ronaldinho Gaúcho, o CEO da Renault-Nissan Alliance, Carlos Ghosn, e o astronauta Mike Massimino foram apenas algumas das que marcaram presença. Neste espaço foram discutidos os mais variados temas, desde o futuro dos filmes às eleições americanas.

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A partir das 16 horas, os participantes podiam deslocar-se até ao Pavilhão de Portugal, para entrarem no espírito do Sunset Summit, um conjunto de salas, nas quais se podia beber licor Beirão, comer iguarias portuguesas e ver produtos “made in Portugal”. Um espaço que despertava tanto a visão como a audição, uma vez que a música, um elemento chave para criar ambiente, estava presente “ao vivo” e sob a forma de gravação.

No último dia do evento não se realizou a Night Summit, momento de diversão para os participantes, nos bares das ruas de Lisboa (Bairro Alto, Rua Nova do Carvalho e Cais do Sodré), a partir das 20 horas, mas vários investidores reuniram-se com empresas e alguns participantes e organizaram festas privadas.

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