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Valter Lemos aponta “erros graves” na educação em Portugal

Portugal está a cometer erros graves no âmbito da educação e “nem todas podem ser desculpadas com a crise”, segundo o ex-secretário de Estado da Educação, Valter Lemos.

O fim da formação de adultos — um sistema de educação bastante elogiado internacionalmente, o desaparecimento das disciplinas artísticas e cívicas e os constantes recuos no ensino profissional são, para Valter Lemos, “perdas lamentáveis”.

Em declarações prestadas ao jornal PÚBLICO, na cerimónia de lançamento do seu livro A Influência da OCDE nas Políticas Públicas de Educação em Portugal, o ex-secretário de Estado disse, ainda, que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) influenciou “muito positivamente” o sistema educativo português, na medida em que o tornou mais acessível a todos, visto que, anteriormente, a ideia que vingava em Portugal era a de que cada um devia ser educado de acordo com o seu estatuto social.

Vasco Lemos, que foi secretário de Estado da Educação entre 2005 e 2009, num Ministério da Educação liderado por Maria de Lurdes Rodrigues, aproveitou ainda para lamentar as afirmações da chanceler alemã Angela Merkel que disse, na semana passada, que Portugal tem demasiados licenciados. “É um pouco assustador que grandes decisores políticos possam fazer afirmações tão demagógicas e tão pouco fundamentadas”, referiu o ex-secretário de Estado. Para Valter Lemos, o país deve continuar a seguir os princípios da OCDE, para evitar cometer os erros graves que tem cometido e não dar valor a afirmações como estas vindas da Alemanha.

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