Stretch – o novo álbum de Minta & the Brook Trout
Editado a 5 de setembro pela Louva-a-Deus, Stretch é o quinto álbum de Minta & the Brook Trout.
Depois de vários singles e quatro anos após o último longa-duração, Demolition Derby (2021), o novo álbum de Minta & the Brook Trout viu finalmente a luz do dia no início de setembro, dando as boas-vindas ao outono que estava por vir.
Há mais de quinze anos que a banda, composta por Francisca Cortesão (Minta), Mariana Ricardo, Margarida Campelo, Tomás Sousa e Afonso Cabral, nos habitua a canções serenas, que convidam à introspeção e à contemplação das pequenas alegrias e dores do quotidiano, e este disco não é exceção.
Ao longo das oito faixas, podemos encontrar em Stretch um refúgio, um local calmo e aconchegante que foi sendo construído sem pressa, permitindo-se amadurecer ao seu ritmo.
“Fui compondo, fomos ensaiando, fomos gravando, fomos lançando as músicas, fomos mudando de ideias acerca de arranjos, estruturas. Até acerca do nome da criatura. Quando começámos o processo de ensaiar a gravação das primeiras quatro canções que vieram a fazer parte deste disco era de todo impossível imaginar o todo que agora se completa”
Reflete Francisca Cortesão em comunicado de imprensa.
É um disco que funciona como um todo e que vale a pena escutar do início ao fim. São trinta minutos que nos embalam e fazem o tempo desacelerar. Cada faixa surge com contenção, quase a pedir licença antes de ocupar o silêncio, e as histórias que conta são “desenhadas” com tanta verdade que nos revemos nelas, e, muitas vezes, passam a ser parte de nós.
Abre com Economy Class, uma balada “à superfície, sobre andar de avião”, seguindo-se Cantaloupe, uma canção que nos transporta para as memórias da “época dos melões”, o verão, para as tardes à beira da piscina, para aquele estado leve entre o sono e o despertar, quando o tempo parece abrandar.
A terceira faixa é Hope and Fiction, e sucedem as canções que contam com duas convidadas norte-americanas: Tamara Lindeman, dos The Weather Station, na faixa Born To Be Mild, e Shelley Short, em Please Make Room For Me Please.
Com o característico assobio de Minta temos Your closeted dreams. A penúltima faixa é Random Information, uma música “mais cheia” que o habitual, e o disco encerra com Bagno Elena.
Com Stretch, que facilmente se destacará como um dos discos portugueses do ano, Minta & the Brook Trout continuam ao nosso lado, lembrando-nos que a vida é feita de oscilações – momentos mais e menos felizes – e que, mesmo quando nos sentimos mais vulneráveis, é sempre possível seguir em frente.
Convido-vos à escuta deste disco. O quinto longa-duração de Minta & the Brook Trout pode ser ouvido em todas as plataformas digitais, em CD e em Vinil.
Fonte da Capa: Vera Marmelo
Artigo revisto por Lara Santos
AUTORIA
A Beatriz não vive sem música e tem uma playlist para todas as ocasiões. Entrou na Magazine para escrever sobre quem mais gosta de ouvir e para aperfeiçoar a sua escrita e a dos outros em Correção Linguística. Sem dar por isso, a Magazine tornou-se muito mais do que o lugar onde apenas escrevia. Um ano depois de entrar, tornou-se Editora de Música e, no seguinte, Vice-Diretora.
Ao longo de três anos, escreveu muito, aprendeu ainda mais e colecionou experiências que vão muito além dos artigos publicados. Despede-se da Magazine com a certeza de que esta foi uma viagem muito bonita. Quanto ao resto, basta dizer que se houver música a tocar há uma boa hipótese de estar por perto.



