Um terço do país está em seca extrema. Algumas populações já estão com falta de água.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, um terço do país está em seca severa ou extrema. A situação também é preocupante quando se olha para as albufeiras, sendo que cerca de metade estão com um volume de água abaixo dos 40%.

Foto: António Carrapato/Lusa

Os dados divulgados pelo IPMA demonstram que no mês de Setembro todo o território nacional estava em seca. Cerca de 48% do país encontrava-se em seca moderada e quase 33% estava em seca severa. A região entre Albufeira, no Algarve, e Mértola, no Alentejo, registou um período de seca extrema. Estas são as regiões que todos os anos mais sofrem com a falta de água. Segundo a TSF, no noroeste do Algarve já existem populações a serem abastecidas com autotanques. Apenas três albufeiras (as bacias do Cávado/Ribeiras Costeiras, Douro e Arade) permanecem acima dos níveis médios de armazenamento registados no mês de outubro dos últimos 30 anos. Ao todo são 59 as albufeiras que são monitorizadas pelo Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, sendo que 29 albufeiras registam disponibilidades inferiores a 40% do volume total. Os volumes mais baixos foram registados nas bacias do Sado, de Ave e de Barlavento.

O baixo caudal do rio Tejo é também um motivo de preocupação, principalmente para os autarcas portugueses e espanhóis. O Ministério do Ambiente, em entrevista ao Diário de Notícias, afirmou que está “a acompanhar o problema da seca em permanência” e garantiu que Espanha está a cumprir com a Convenção de Albufeira, um acordo que regula os rios que atravessam os dois países, entre eles o rio Tejo, o maior rio da Península Ibérica.

Artigo revisto por Catarina Gramaço

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