PS vence eleições legislativas

O Partido Socialista foi o vencedor destas eleições legislativas. A noite ficou marcada pelo alcance de assento parlamentar por parte do Livre, do Iniciativa Liberal e do Chega, três dos pequenos partidos. Assunção Cristas anunciou a sua demissão após o anúncio dos resultados.

O PS venceu as eleições legislativas deste domingo com 36,65% dos votos, e elege 106 deputados para o parlamento. Sem maioria absoluta, os socialistas vão ter de renovar a Geringonça. Os 27,9% de votos do PSD valeram 77 lugares na Assembleia da República, sendo a grande oposição ao futuro Governo. O BE manteve os seus 19 deputados, depois de obter 9,67% dos votos.

O Chega, o Iniciativa Liberal e o Livre elegeram um deputado cada, marcando a estreia dos três partidos no parlamento. O PAN conseguiu aumentar o número de assentos parlamentares de um para quatro com os seus 3,28% dos votos. Os maus resultados do CDS-PP (4,25%) e da CDU (6,46%) levaram a que os partidos perdessem 13 e 5 deputados, respetivamente.

Durante o discurso da vitória, António Costa afirmou que a Geringonça será renovada, pois os portugueses mostraram que querem a sua continuidade. A atual solução política poderá ser alargada a outros partidos, como o PAN e o Livre. António Costa também salientou a derrota do PSD nestas legislativas.

Catarina Martins classificou como “derrota histórica” os resultados da direita. A líder do Bloco disse também que o partido afirmou a sua posição enquanto terceira força política. Sobre as negociações para a Geringonça, Catarina Martins disse que o partido tem toda a disponibilidade para negociar.

Também o PAN reforçou a sua posição na política portuguesa, segundo o seu líder, André Silva.  O próprio também comentou os resultados da direita e do PCP, dizendo que “o conservadorismo perdeu a maioria que tinha no parlamento.”.

“Maioria conservadora constituída por PSD, PCP e CDS. Todos eles perderam mandatos, pelo que estão reunidas as condições para que Portugal avance na convergência dos valores do século XXI”, afirmou André Silva.

O líder do PSD teceu duras críticas a órgãos de comunicação social, aos comentadores e às sondagens, e disse que houve instabilidade interna no partido. No discurso afirmou que estes fatores externos e internos dificultaram a campanha. Mesmo assim, Rio fez questão de sublinhar que o resultado do PSD não foi “desastre nenhum”.

A noite eleitoral não correu bem ao CDS-PP. As más projeções para o resultado do partido levaram Assunção Cristas a manifestar-se cedo. A líder dos centristas salientou o CDS como uma “oposição forte e construtiva ao Governo”, e lamentou que o projeto alternativo do partido não tenha sido a escolha dos portugueses.

Cristas, no mesmo discurso, anunciou a sua decisão no que toca ao seu lugar no CDS. “Perante este resultado, pedirei a convocação do conselho nacional do CDS, com vista à realização de um congresso antecipado. Da minha parte, entendo que dei o meu melhor durante quatro anos, mas em face dos resultados tomei a decisão de não me recandidatar.”, disse a líder centrista.

Estas eleições legislativas ficaram marcadas também pela percentagem elevada de abstenção, 45,5%.

                                                                       Artigo revisto por Mariana Plácido

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