A Nostalgia que nos acompanha
Todos os anos crescemos e em todos eles mudamos pensamentos, hábitos e até memórias. Contudo, algo que fica sempre connosco é a nostalgia. Tenho muitas memórias diferentes de quando era criança, de quando a vida era mais simples e não tínhamos tanto para pensar, tanto para fazer.
Os meus dias resumiam-se a brincadeiras em escorregas, quadros de giz brancos, contas sobre maçãs, leituras de livros pequeninos e chegar a casa para ver mais um episódio da Violetta.
Era tudo assim tão descomplicado? Acho que não o sabíamos na altura. A nostalgia é algo agridoce e que na minha percepção fica connosco a vida toda. Muitas vezes associamos a nostalgia a boas memórias, memórias que nos fazem falta e que queremos que deixem de fazer parte apenas do nosso subconsciente e que voltem a fazer parte do nosso presente.
Diria que todos devíamos fazer uma viagem à nostalgia de vez em quando, não sabemos o que lá podemos encontrar. Por exemplo, na minha nostalgia tenho nintendos velhas, cadernetas do Frozen, pinypon, jogos do macaquinho do chinês, episódios da Hannah Montana e muito mais.. Na verdade, é como abrir um baú no sótão sem saber se vamos encontrar apenas pó ou algo mais valioso para nós.

Sentir nostalgia significa também que estamos a crescer, não podemos sentir nostalgia do nosso presente, o que significa que já vivemos o suficiente para já estarmos a viver o futuro que imaginamos em pequenos.
A maior dor do passado é saber que não vai voltar e que por mais que tentemos ficará para sempre preso nas nossas memórias, a querer sair sem nunca encontrar a saída. Mas pensemos agora por um momento no quanto do que estamos a viver agora será mais uma nostalgia daqui a 5, 10, 20 anos? É assustador pensar que o que amamos fazer agora, e é a nossa realidade, um dia vai ficar apenas refém da nossa mente. No entanto, eu espero que ainda tenha muitas nostalgias para sentir, pois quantas mais existirem, mais eu sei que o meu passado foi feliz e o meu presente agora também o será .
E é engraçado pensar nas diferentes fases da nostalgia, a fase da nostalgia de um jovem adulto que sonha acordado com o passado de ser criança, um adulto de 50 anos que tem nostalgia dos seus tempos de faculdade, um velho de 80 anos, será que tem nostalgia de tudo? De ser criança, adolescente, adulto, será que toda a sua vida passa apenas a ser um grande sentimento sem retorno de tudo o que foi e que nunca mais voltará a ser?
Quão doloroso poderá ser tal sensação? A sensação de perder algo que já se teve, vezes e vezes sem conta. odos os anos mais um pedaço da nossa vida muda de “casa”, sai da ribalta e fica escondido atrás dos bastidores onde ninguém mais o consegue ver, onde a cortina nunca irá subir novamente, e o que resta apenas é a mágoa de olhar para o palco sem o poder pisar.

Talvez sejam formas de pensar demasiado pesadas para a vida simples que deveríamos viver, mas, na verdade, é apenas mais um sentimento dos milhões com os quais temos que viver, e talvez seja o sentimento mais complexo porque não é um sentimento de todas as dimensões das nossas linhas temporais, só podemos sentir tristeza, raiva, alegria no presente.
Apesar de sentirmos nostalgia pelo presente, também a sentimos pelo passado, sentimo-la com receio e ao mesmo tempo com esperança que esta venha no futuro. A nostalgia é, de certa forma, o sentimento que nos acompanha por todas as fases da nossa vida, aquele que esperou pelo nosso passado para finalmente fazer parte do nosso presente e anseia pelo nosso futuro para finalmente fazer parte dele, quando este se tornar também o nosso presente.
O meu desejo é que todos sintam nostalgia, pois quer dizer que vivemos, e não apenas aquele viver pacato e normal mas um “bom viver”, da melhor maneira possível. Assim sabemos que criamos recordações que se tornam tão especiais e que se criou todo um sentimento para descrever a falta que sentimos destas e tudo o que faríamos para as poder sentir uma vez mais.
Artigo corrigido por: Érica Gregório
Fonte: Disney Wiki
AUTORIA
A Sara desde cedo sempre gostou de dar voz aos que não tinham, de dar ideias, asas a pensamentos e impulsos a opiniões. No seu primeiro ano de Licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial, aos 18 anos, Sara começou o seu caminho na Magazine como redatora no departamento de Opinião, onde teve oportunidade de escrever vários artigos inovadores. Hoje a começar o seu segundo ano na Escs, aos 19 anos tornou-se Editora de Opinião, aceitando o desafio de guiar os atuais e futuros redatores para alcançar o seu grande potencial e inspirar novas mentes com diferentes pontos de vista, comprometendo-se a inovar, criar e incentivar este departamento neste novo ano.

