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Ainda não há fumo branco na Cimeira que debate o futuro do Reino Unido na União Europeia

cabral

Uma madrugada longa de negociações sem quaisquer resultados. Os trabalhos prosseguem em Bruxelas para se alcançar um acordo que seja do interesse das duas partes.

Os próximos dias prometem ser duros e intensos no que toca às negociações que podem colocar o Reino Unido dentro ou fora da União Europeia (UE). O mais certo é que o acordo não seja alcançado nesta reunião.

“Como já afirmei, só aceitarei um acordo que garanta aquilo de que o Reino Unido necessita”, disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no reinício dos trabalhos. Já o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou, depois do encontro com o chefe do governo britânico, que houve “alguns progressos”, mas admite que “ainda há muito a fazer” para alcançar um acordo. Tusk avisa mesmo que o acordo “vai ou racha”.

Entre as exigências feitas pelo Reino Unido estão o reconhecimento por parte da UE da existência de várias moedas – como é o caso da libra esterlina – e a redução das regulações económicas no mercado da União. A exigência mais controversa parece ser a proposta de os parlamentos nacionais poderem vetar as decisões tomadas pelo Parlamento Europeu.

A chanceler alemã, Angela Merkel, já fez saber que muitas das propostas britânicas são “justificadas e compreensíveis”. Já o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, confia num acordo entre as duas partes para evitar o chamado “Brexit” (a saída do Reino do Unido da União Europeia).

No início do segundo dia de negociações, Cameron garantiu que vai fazer “tudo o que puder” para evitar a saída do Reino Unido da UE, mas só fechará o acordo que melhor servir os interesses britânicos.

O governo português, pela voz do primeiro-ministro, António Costa, já disse que seria uma “perda imensa” para a UE a saída do estado britânico.

Um estudo de investigadores do Centre for Economic Performance, da London School of Economics and Political Science, diz que o impacto do “Brexit” poderá originar um quebra de entre 1,23% e 9,5% na economia europeia já que o Reino Unido contribui com mais de 11 mil milhões de euros para o orçamento comunitário.

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