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Alemanha e Reino Unido têm “luz verde” dos parlamentos para iniciar operação militar contra o Estado Islâmico

Depois da França começar os ataques contra as bases do auto-proclamado Estado Islâmico foi a vez dos parlamentos britânico e alemão aprovarem a ofensiva ao grupo terrorista na Síria.

cabral

Depois da decisão, a execução. Mal houve “luz verde” do parlamento, os caças britânicos começaram a atacar várias posições do auto-proclamado Estado Islâmico na Síria. Foram seis os alvos atacados no campo petrolífero de Omar, o maior da Síria, e uma das principais fontes de financiamento do grupo terrorista. Horas depois dos deputados do palácio de Westminster aprovarem a ofensiva – 397 votos a favor e 223 contra – os primeiros Tornado (caças britânicos) descolaram da base aérea de Akrotiri, em Chipre, com destino à Síria. “O que era realmente importante era confirmar que o Reino Unido é um aliado sério”, disse o ministro da Defesa Michael Fallon, à BBC.

A votação foi uma vitória para David Cameron. Depois da recusa do parlamento que o Reino Unido participasse na ofensiva contra o regime de Bashar al-Assad em 2013, o primeiro-ministro britânico consegue levar avante a sua proposta de atacar o Estado Islâmico defendendo que “é uma moção que defende a necessidade de acção militar” contra esta organização terrorista.

À França e ao Reino Unido junta-se a Alemanha. Sem surpresas o Bundestag aprovou a participação da Alemanha nas operações militares na Síria contra o Estado Islâmico. Ainda assim a participação alemã difere da francesa e britânica. Os caças alemães apenas vão fazer voos de reconhecimento e não participam diretamente nos ataques aéreos.

No total vão ser destacados mais 1200 militares naquela que é a maior intervenção militar no estrangeiro da Alemanha. Dos 598 deputados presentes na altura da votação, 445 votaram a favor do envio de seis aviões de reconhecimento – com câmaras de alta resolução – e uma fragata para apoiar os ataques promovidos pelos outros membros da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos da América.

Uma mudança radical na política da chanceler, Angela Merkel, que, até agora, não tinha autorizado qualquer intervenção militar das forças armadas alemães protagonizadas por americanos ou outros parceiros europeus. Mudança criticada por Anton Hofreiter. O deputado dos Verdes – partido da oposição – afirmou que “estamos todos de acordo sobre a necessidade de combater o Estado Islâmico, mas os ataques aéreos não são uma estratégia”. Em resposta o minsitro da Justiça alemão frisou a legitimidade da operação. “Temos de parar estes terroristas assassinos. Não vamos vencer apenas com meios militares, mas não podemos vencer sem eles”.

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