7ª Arte

Análise à Cerimónia de Entrega dos Óscares

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O resultado da noite mais aguardada do ano foi um empate entre Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), de Alejandro González Iñarritu, e Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson. Ambos estavam nomeados para nove categorias e cada um sagrou-se vencedor de quatro troféus nesta 87.ª Cerimónia de Entrega dos Óscares. Contudo, Birdman sai como triunfador ao ganhar os Óscares para Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Original e Melhor Fotografia. Já Grand Budapest Hotel é o vencedor nas categorias técnicas, ao vencer as categorias de Melhor Design de Produção, Melhor Banda-Sonora Original, Melhor Maquilhagem e Cabelos e Melhor Guarda-Roupa.

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A grande noite de Hollywood começou da melhor forma, com um grande número musical de abertura apresentado pelo anfitrião Neil Patrick Harris, a quem se juntou ainda Anna Kendrick e Jack Black. Neste número de abertura pudemos ver uma homenagem à Sétima Arte de uma forma bastante promissora daquilo que seria esta edição dos Óscares. No entanto, este foi o momento mais marcante do anfitrião deste ano.

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Os momentos mais marcantes durante a apresentação das categorias foram escassos, destacando-se paródia do “plano único” de “Birdman”, protagonizada por Neil Patrick a Harris, entrando em palco apenas de cuecas e meias. Na apresentação da categoria de Melhor Canção Original, Idina Menzel regressa ao palco dos Óscares, desta vez acompanhada por John Travolta, que graceja com a situação do ano passado, quando Travolta “tropeçou” no nome de Idina Menzel. Ainda se destacou Meryl Streep com a elegância que lhe é conhecida ao apresentar o momento “In Memorium” deste ano, comovendo toda a audiência.

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Quanto às actuações musicais, a grande conquista vai para Lady Gaga com o seu tributo ao 50.º Aniversário de Música no Coração, conseguindo surpreender todo o mundo e alcançando uma ovação do público. Nesta actuação, Lady Gaga interpretou um medley das conhecidas músicas do filme protagonizado por Julie Andrews, que surpreendeu todos no final desta performance, ganhando também ela uma ovação.

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Outro dos momentos mais emocionantes da noite foi a interpretação de “Glory”, que acabou por vencer o Óscar de Melhor Canção Original, e que conseguiu arrancar lágrimas a toda a plateia. Este foi o único Óscar para o filme “Selma”, contudo foi o protagonista de um dos momentos mais tocantes da grande noite de Hollywood.

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No campo dos actores secundários não houve grande surpresa quanto aos vencedores. J. K. Simmons vence o prémio de Melhor Actor num Papel Secundário por “Whiplash”, filme que ganhou alguns prémios nas categorias técnicas. Patricia Arquette vence o único Óscar de “Boyhood” com um discurso marcado pela sua posição em relação à igualdade de estatuto e tratamento para as mulheres da indústria cinematográfica. A actriz foi fortemente aplaudida, destacando-se o apoio de Meryl Streep e Jennifer Lopez na primeira fila.

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O discurso de Graham Moore, vencedor do Óscar de Melhor Argumento Adaptado por “O Jogo da Imitação” (o único troféu conquistado), também conseguiu alcançar aplausos de todo o público tendo sobressaído as palavras: “Stay Weird. Stay Different”.

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Eddie Redmayne e Julianne Moore foram considerados os Melhores Actores deste ano por “A Teoria de Tudo” e “O Meu Nome é Alice”, respectivamente. O actor inglês que deu vida a Stephen Hawking foi a grande surpresa na corrida onde o grande favorito era Michael Keaton, por “Birdman”. Redmayne afirmou, no seu discurso, que o prémio pertencia a Stephen Hawking e à sua família, sendo ele “um simples zelador”.

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Mas foi “Birdman” o grande vencedor ao alcançar os prémios de Melhor Filme e Melhor Realizador nesta noite marcada pela fraca presença de Neil Patrick Harris e onde todos os filmes que estavam nomeados a Melhor Filme ganharam, pelo menos, uma categoria.

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