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Arte da chocalharia: o barulho que temos de preservar

O ambiente foi preenchido pelo barulho dos chocalhos aquando da revelação final. O primeiro de dezembro de 2015 fica marcado pela atribuição do título de Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente ao fabrico dos chocalhos. Num ano, este é o segundo selo para a região do Alentejo.

O fabrico de chocalhos já é Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente. A decisão foi tomada na 10.ª reunião do Comité do Património Cultural Imaterial da Unesco, que decorreu na capital da Namíbia, Windhoek.

A delegação portuguesa, que esteve presente durante a revelação, foi liderada por António Ceia da Silva, presidente do Turismo do Alentejo, enquanto a candidatura esteve a cargo da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT), com a ajuda do antropólogo Paulo Lima, e em conjunto com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas. Esta foi a primeira vez que Portugal inscreveu um bem cultural nesta lista.

A urgência na conservação desta arte deve-se sobretudo ao seu progressivo desaparecimento, uma vez que atualmente não há aprendizes que garantam a continuidade do ofício.

Desta forma, a importância do Plano de Salvaguarda assenta na criação de medidas que protejam os chocalhos, não só devido ao seu caráter tradicional, mas, também, à necessidade de resposta à sua possível extinção.

O que são os chocalhos?
Os pastores recorriam frequentemente aos chocalhos para identificarem os animais durante a atividade da pastorícia. Atualmente existem recursos mais modernos como chips que permitem a rápida localização dos animais.

Apesar de esta arte estar a desaparecer, a produção que ainda resta concentra-se, sobretudo, em pequenas localidades, com foco especial para a região de Alcáçovas (Viana do Alentejo).

Outros prémios da Unesco
Há cerca de um ano o Cante Alentejano foi também classificado como Património Imaterial da Unesco à semelhança do que acontecera em 2013, com o Fado.

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