As maiores cheias em Veneza desde 1966 já mataram duas pessoas

No passado dia 12 de novembro, terça-feira, mais de 85% da cidade italiana de Veneza ficou inundada pelas maiores cheias em 50 anos. Já foi declarado o estado de emergência.

Fonte: Visão

Devido à chuva intensa, a lagoa da cidade transbordou, causando ondas com 1,87 metros na Praça de São Marcos, principal atração turística. Luigi Brugano, o presidente da câmara de Veneza, classifica a situação da cidade como “dramática”, afirmando que “vai deixar marcas permanentes”. Segundo Brugano, “isto é o resultado das alterações climáticas”, que provocam a subida do nível dos mares devido ao aumento da temperatura média do planeta, explica.

É esperado que haja uma nova subida da água esta quarta-feira, o que deteriorará ainda mais as estruturas. Caíram pedras, os passadiços foram destruídos, os estabelecimentos comerciais foram inundados e as gôndolas e os barcos foram atirados contra o cais. Para o presidente da câmara de Veneza, “os danos vão chegar a centenas de milhões de euros”. O mesmo exige que o Governo de Roma ajude a cidade a pagar os prejuízos. Comparativamente com as cheias do ano passado cuja gravidade não foi tanta causaram danos de 2,2 milhões de euros na Basílica de São Marcos.

Fonte: Jornal I

O jornal La Stampa noticiou que já morreram duas pessoas na ilha Pellestrina, uma das línguas de areia que separam Veneza do oceano. Uma das vítimas é um idoso que morreu eletrocutado quando a água entrou na sua casa, provocando um curto-circuito. A outra vítima é um homem que foi encontrado morto em casa, mas ainda está por averiguar se a sua morte terá ocorrido por causa das cheias ou por causas naturais.

Luigi Brugano afirma que têm de “começar do zero, encontrando soluções e permanecendo unidos”. O protocolo de emergência desenvolvido em 2018 mostrou-se ineficaz.

Artigo revisto por Ana Rita Sebastião

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