• 7ª Arte

    Awake: Tu não és tu quando tens sono

    Arrasou nas tendências, mas não caiu nas graças da crítica. Awake, o novo filme distópico da Netflix, retrata o desespero de uma sociedade que, literalmente, não consegue adormecer. Em pleno 2021, não é novidade para ninguém que as tendências de uma plataforma de streaming não são obrigatoriamente sinónimo de qualidade cinematográfica. No entanto, uma coisa é certa: a julgar pelo top do Netflix, seja pela caption ou pela feliz execução do trailer, Awake conseguiu despertar a curiosidade dos portugueses. Ora, dizem as boas línguas que “a curiosidade matou o gato” e, em relação a esta novidade sci-fi, tanto a curiosidade como as altas expectativas podem ter sido determinantes para a…

  • 7ª Arte

    Late Night: o talento (também) usa calças

    Em terra de machistas com o rei na barriga, todo e qualquer talento feminino é uma ameaça. Disponível na Netflix, Late Night, de Nisha Ganastra, estreou em 2019, mas em pleno 2021 continua a ser a representação perfeita de que o descanso à sombra da bananeira é a guilhotina do sucesso. Late Night não é um amor à primeira vista. Não nos fascina durante os quinze minutos iniciais, nem nos deixa de olhos arregalados ao fim da primeira meia hora. Na verdade, diria que se assemelha maioritariamente àquele amigo (demasiado) inconveniente que, na verdade, se limita a existir com a sinceridade em piloto automático. O plot de Late Night é…

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    O Clube dos Poetas Mortos: seize the day, boys!

    De um ponto de vista leviano, O Clube dos Poetas Mortos trata a irreverência de meia dúzia de jovens habituados a uma educação rígida e tradicional. No entanto, quando prestada a devida (e merecida) atenção, surge como uma homenagem à cultura e, em particular, à poesia. Ora, no passado dia 21 de março, celebrámos o Dia Internacional da Poesia e, claro está, não podíamos deixar passar uma oportunidade de homenagear esta arte tão bonita – e tantas vezes esquecida! Com a Academia Welton como palco, O Clube dos Poetas Mortos, produzido e dirigido por Peter Weir, trata a história de um grupo de jovens adolescentes submetidos a uma educação conservadora,…

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    “A Grande Escavação”: a prova de que a verdade prevalece

    Um filme sobre um marco histórico apaixonante, totalmente desprovido de paixão. A Grande Escavação está disponível na Netflix e foca uma descoberta verídica, enquanto, por si só, representa um marco histórico. Enquanto a Segunda Guerra Mundial representa um cenário cada vez mais próximo, uma viúva, Edith Pretty (Carey Mulligan), rica e de boas famílias recorre a um humilde escavador, Basil Brown (Ralph Fiennes), para investigar um palpite que há anos lhe tira o sono. A premissa é simples: A Mrs. Pretty quer saber o que esconde uma determinada elevação na sua propriedade, sendo essa mesma curiosidade o que a motivou a adquirir os terrenos. Recorre a Basil Brown para concretizar a tarefa…

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    Soul: Cores e talento à parte, é uma questão de respeito

    Mais do que um filme incrivelmente bem conseguido, Soul é relevante e, acima de tudo, necessário. Não obstante a dobragem desprovida de tato artístico, o recente filme da Pixar prima tanto pela incrível história, como pela importante mensagem que lhe está inerente. Como se de um presente abençoado se tratasse, Soul estreou no dia de Natal e veio encerrar 2020 da melhor forma. Um filme repleto de Jazz, humor e dúvidas existenciais, capaz de deixar qualquer graúdo a divagar por devaneios caóticos sobre o sentido da vida ou a falta deste. Ao longo de pouco mais de hora e meia, acompanhamos aquele que seria o melhor dia da vida do…

  • 7ª Arte

    Musicais, romances clichês e filmes de sábado à tarde: guilty pleasures à sombra da vergonha

    Que atire a primeira pedra quem nunca desfrutou genuinamente de um daqueles filmes que preenchem a programação de qualquer canal generalista ao sábado à tarde. Que fale agora ou se cale para sempre quem nunca abanou o pezinho e deu por si a trautear subtilmente as músicas de um Dirty Dancing ou High School Musical. Ou, ainda, que nos conte tudo e não esconda nada quem nunca derramou uma lágrima marota enquanto assistia a um daqueles romances baratos e estupidamente previsíveis. Na verdade, pedras, ultimatos e confissões à parte, os filmes que vês (ou deixas de ver) não são “para aqui chamados”. Hoje não nos vamos focar no teor da…