Beatriz Marques: Aspirante a Jornalista de dia, Jogadora de Voleibol no Benfica à noite

Desta vez, a estrela do Made in ESCS é a Beatriz Marques. Tem 19 anos e é aluna do 1º ano do curso de Jornalismo. Para além disso, pertence à equipa de voleibol feminino do Benfica.

Cresceu no seio de uma família ligada ao desporto, o que lhe suscitou o interesse. Ao longo do seu percurso, experimentou natação, ténis e ballet, que odiava, mas lá fazia a vontade à mãe. Tudo isto fez com que começasse a acompanhar o jornalismo no âmbito desportivo, área que tenciona seguir no futuro. Depois de visitar a banca da ESCS na Futurália e de ir ao Dia Aberto do Jornalismo, decidiu que seria a escolha certa.

Já o voleibol entrou na sua vida por acaso. Quando era mais nova, detestava-o: era, para ela, um desporto “secante e com pouco ritmo”.  Todavia, no seu 7º ano foi participar num treino a convite de uma amiga cuja irmã jogava no clube de Alverca (de onde é natural). Acabou por descobrir que tinha bastante jeito, o treinador concordou e pô-la a jogar logo após duas semanas, dando-se início a uma grande jornada.

Durante o período no Alverca, as suas boas prestações chegaram aos ouvidos do treinador do Benfica, que a convidou para ir a um treino. Esta ida foi impulsionada pelo pai, benfiquista. Depois de repararem no seu talento inegável, tiveram de a agarrar – já lá vão três anos. Hoje, pertence ao escalão Júnior, mas ainda este ano jogará pelas Séniores.

Confessa que o voleibol não tem reconhecimento em Portugal. “Só se dá importância ao futebol, que é sobrevalorizado”. “Há muito trabalho – e bom trabalho – feito noutras modalidades que não tem reconhecimento nenhum”. “Só dão valor quando conquistas algo, não tens o mérito de estar lá”. Contudo, essa visibilidade consegue ser, na sua opinião, a melhor e a pior parte do desporto – “Nos bons momentos, tens mais pessoas a olhar para ti. Mas nos maus também tens muitas.” Como exemplo, usa os torneios longínquos, para os quais a equipa não se pode deslocar no autocarro do clube, visto que já chegaram a ser alvo de apedrejamento. “É para além do voleibol”, esclarece.

A Beatriz não gagueja quando afirma que a permanência no voleibol não é uma certeza: “Não quero fazer do voleibol vida”. Como é algo que lhe ocupa muito tempo, questiona se será rentável dispensá-lo deste modo. “Em Portugal, ninguém faz futuro disso. São profissionais, mas têm sempre uma atividade extra”. É aqui que encaixa o Jornalismo. Apesar de os treinos e as aulas serem ambos na zona de Benfica, o regresso a casa é demorado. Torna-se difícil gerir o tempo, principalmente em alturas de avaliações, uma vez que treina quatro vezes por semana e tem jogos ao fim-de-semana. Quanto a isto, diz que a sua vida é “não posso, tenho treino”.

No ramo do Jornalismo, a Beatriz gostava de chegar à televisão, preferencialmente enveredando pela reportagem e não tanto pelo comentário desportivo. Em termos de núcleos, entrou este semestre para a ESCSFM, mais precisamente para o Apito Final. Planeia ainda ingressar no Oitava Colina e subir ao máximo as suas notas. Vamos ver o que o futuro reserva à número três do voleibol feminino do Benfica!

Fotografia cedida por Beatriz Marques

Fotografia “thumbnail”: cedida por Beatriz Marques

Artigo revisto por Ana Roquete

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