Pensar com a cabeça

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Robôs pintores, neurónios gigantes e a nossa própria atividade cerebral são apenas algumas das coisas que se encontram na exposição “Cérebro — Mais Vasto que o Céu” da Gulbenkian.

O cérebro é conhecido como a estrutura mais complexa que existe. Da memória à linguagem e da perceção às emoções, a massa cinzenta tem diferentes áreas que funcionam de formas distintas.

A ESCS MAGAZINE, ao tentar descobrir mais sobre este tema fascinante, encontrou a nova exposição da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que se foca precisamente no mundo labiríntico que é o cérebro humano.

Intitulada “Cérebro – Mais Vasto que o Céu”, foi inaugurada a 16 de março e junta a aprendizagem ao lazer.

De forma divertida e interativa, é possível aprender o que é o cérebro, como funciona e de que forma é que a humanidade desenvolveu o seu estudo. Tudo isto sempre num ambiente desafiador, capaz de nos pôr a refletir acerca das suas possibilidades.

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A peça central de toda a exposição é a Orquestra de Cérebros. Através desta instalação de multimédia, quatro visitantes podem ver e ouvir, em simultâneo, a sua atividade cerebral. Os sinais, captados por um sensor especial que se coloca na cabeça, são projetados numa tela gigante. Traduzir esses sinais para sons foi o trabalho do músico Rodrigo Leão. Não é fácil fazer com que os sensores captem na íntegra os nossos sinais cerebrais, mas os assistentes de sala dão uma ajuda.

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Ao percorrer o espaço de forma aleatória, é possível encontrar uma instalação suspensa no teto com 12 metros e iluminada com leds que simulam disparos neuronais. Trata-se de uma representação de um neurónio que está ativo. Toda a exposição é composta por elementos criativos, desde robôs que pintam uma tela a jogos como o Mindball, onde se prova que a mente é capaz de mover uma bola pequena.

Apesar de o cérebro humano estar em destaque, não é o único, pois a aprendizagem vocal dos animais também é abordada num painel. Por exemplo, podemos ouvir, com recurso a auscultadores, o canto das baleias e com isso perceber que têm vocalizações diferentes consoante as regiões em que se encontram.

Para além de todas as instalações científicas, várias obras de arte que provocam ilusões de ótica estão expostas na Gulbenkian.

“Cérebro — Mais Vasto que o Céu” pode ser visitada na galeria principal da Gulbenkian até 10 de junho, de quarta a segunda-feira, entre as 10 e as 18 horas, pelo preço de cinco euros.

*Imagens retiradas do site oficial da Fundação Calouste Gulbenkian

Artigo Escrito por Rita Caeiro

Artigo revisto por Mariana Coelho

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