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Bulgária reforça as fronteiras e constrói um muro de 30 km

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Em 2014, mais de 200 mil refugiados tentaram entrar para a Europa por via terrestre e por via marítima: um número que excluiu os que conseguiram entrar clandestinamente (sem serem detectados) e que não pára de aumentar. Por isso e não só, a Bulgária junta-se ao conjunto de países europeus com medidas nacionalistas e anti-imigração. O grande exemplo é a construção de um muro na fronteira com a Turquia, que já conta com mais de 30 quilómetros.

Se, há 25 anos, a grande preocupação deste país era conter o elevado fluxo de saída da população, nos últimos anos tem-se demonstrado precisamente o contrário. Em 2014, a Bulgária iniciou um plano de reforço absoluto do controlo da fronteira com a Turquia europeia e que se traduziu num aumento de oficiais nas áreas fronteiriças, mais e melhores equipamentos de vigilância e o já referido extenso muro, junto à cidade de Lesoto, que até agora possui 32 km.

Um reflexo de três vertentes: a primeira, do receio (que se estende a todo o continente) da entrada de membros de células terroristas, sendo a Turquia a ponte quer para a Europa como para Síria – centro jihadista; a segunda, do facto de este país oriental ser o mais pobre dos membros da União Europeia, o que significa grande esforço para conter as ondas migratórias. Por fim, a última vertente: o crescimento de um sentimento nacionalista, anti-imigração e que acompanha a proliferação, por toda a Europa, de partidos políticos de extrema-direita.

França, Reino Unido, Hungria, República Checa, e agora a Bulgária são os exemplos que se destacam: partidos como a Frente Nacional, de Marine Le Pen e o britânico UKIP têm apoiado estas ideias, que ameaçam o cenário político e partidário atual.

O muro búlgaro é assim um exemplo de um restrito controlo fronteiriço, que entra para o debate sobre a elevada imigração de refugiados em território europeu e as medidas que se devem tomar, muitas delas acusada por organizações como sendo desumanas.

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