Cinquenta anos de Martine

Uma história que nunca começa com «Era uma vez…». Uma narrativa tão real quanto as ilustrações que a acompanham. Uma obra dividida em várias, espalhada pelo mundo e tão bem caracterizada pela imensa paleta de cores que estão à disposição dos nossos olhos e da nossa imaginação.
A menina com o cabelo cor de chocolate e um sorriso que ilumina as estrelas tem encantado Portugal nos últimos cinquenta anos e, para assinalar esta data, estão expostas algumas das mais emblemáticas capas – até ao dia 15 de janeiro –, na Fnac do Chiado.
A Martine de hoje – a, para sempre, Anita – permite que os adultos sejam crianças e dá aos mais pequenos a ilusão de terem as responsabilidades dos «mais crescidos».
Da autoria do escritor Gilbert Delahaye e com ilustração de Marcel Marlier, Martine nasceu há mais de sessenta anos e são mais de cem os títulos publicados.

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Gilbert Delahaye (à esquerda) e Marcel Marlier (à direita)

«Martine é uma personagem de ficção, mas os seus criadores inspiram-se nas muitas crianças que os rodeavam… A começar pelos próprios filhos!», Simon Casterman, diretor financeiro da Casterman e descendente do fundador da editora.

Em cada história, Martine ganha uma nova vida. A pequena tanto é bailarina como babysitter; tanto vai a um baile de máscaras como vai à quinta dos avós. Sabe brincar com bonecas e ser uma «menina crescida», ao tomar conta do seu irmão mais novo, Alexandre.
Mostra-se ao mundo como a criança que é: ingénua e feliz numa noite de Natal e corajosa a ultrapassar os seus medos.

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«Martine e a noite de Natal», 1991

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«Martine mãe por um dia», 1967

Nos esboços iniciais de Marcel Marlier surge Patusco, o cão de pelo castanho, fiel companheiro de Martine. Contudo, existe ainda um outro animal – que não surge tantas vezes quanto Patusco, uma vez que, quando está irritado, se esconde durante várias horas. Falamos do Bigodes – o pequeno gato dançarino, de pelo branco e preto.

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Falamos de magia, de perspicácia e de uma coragem inconsciente. Falamos de uma criança que em muito se assemelha a tantas outras crianças que, todos os dias, repetem: «queres ser meu amigo?», com um brilho que espelha um mundo que, afinal, pode ser tão simples.
Martine é a heroína que, através das suas histórias e aventuras, transmite o valor da amizade, da família e da verdade.

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