• Artes Visuais e Performativas

    Leonel Neves, «o senhor das artes e dos ofícios»

    Estamos numa quinta. O grande portão verde abre-se de forma quase automática, fazendo ecoar um som que se assemelha ao ranger dos dentes de uma criança. O espaço é amplo e frio, mas as paredes são preenchidas por pequenas prateleiras, encaixadas lado a lado, que suportam as imensas ferramentas. Ouve-se música clássica. No centro, a raiz de uma árvore transformada em escultura. Ao lado, um homem sentado numa cadeira de baloiço: é Leonel Neves, o artista da madeira, do ferro e da pedra. De sorriso difícil e filosofia complexa, Leonel movimenta-se na estrutura de ferro que o próprio criou há meses. Apresenta-se como «o senhor das artes e dos ofícios».…

  • Sem Categoria

    Agenda Cultural

    Chegou o primeiro mês do ano e, com ele, a notícia de que a cidade de Lisboa foi a eleita – pela União das Capitais Ibero-Americanas – para ser, em 2017, a Capital da Cultura. Associada a esta eleição está uma programação complexa, para todo o ano, que «contará com mais de centena e meia de atividades», sendo que nestas irão participar «centenas de artistas, produtores, professores e divulgadores».  E, como 2017 ainda está a dar os primeiros passos, a tua Magazine dá-te umas dicas e ajuda-te a perceber o que há para ver este mês, seja no âmbito do teatro, dança ou pintura. Até 29 de janeiro, podes visitar…

  • Artes Visuais e Performativas

    Cinquenta anos de Martine

    Uma história que nunca começa com «Era uma vez…». Uma narrativa tão real quanto as ilustrações que a acompanham. Uma obra dividida em várias, espalhada pelo mundo e tão bem caracterizada pela imensa paleta de cores que estão à disposição dos nossos olhos e da nossa imaginação. A menina com o cabelo cor de chocolate e um sorriso que ilumina as estrelas tem encantado Portugal nos últimos cinquenta anos e, para assinalar esta data, estão expostas algumas das mais emblemáticas capas – até ao dia 15 de janeiro –, na Fnac do Chiado. A Martine de hoje – a, para sempre, Anita – permite que os adultos sejam crianças e…

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    Agenda Cultural

    E, com o mês de dezembro a dizer-nos «olá» pela frincha da porta, está na altura de retribuirmos, descobrindo tudo o que vai acontecer neste que é um mês cheio de magia, luz e cor. A tua magazine dá-te umas dicas! Visita a exposição «Follow Me», do artista plástico Noel Fischer, na Galeria Monumental – até ao dia 12 de dezembro (de terça a sábado, entre as 15h e as 19h30). Aqui, podes encontrar pintura a óleo e duas séries recentes de azulejos. A primeira é constituída por «700 azulejos pintados a três cores, nos quais o artista grafitou esboços a partir dos seus diários gráficos dos últimos dez anos».…

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    A luta da AMI por «Toda a Esperança do Mundo»

    «Toda a Esperança do Mundo» está exposta na Fnac do Centro Comercial Alegro Alfragide, em Lisboa, até ao dia 5 de janeiro e é uma chamada de atenção para tudo aquilo que está a acontecer no Mundo, ao qual viramos a cara. Rostos que espelham dor, corpos que revelam o cansaço de uma rotina diária, a doença e a fome, os caminhos percorridos pelos refugiados, o clima, a vida e a (quase) morte. «Toda a Esperança do Mundo» é um conjunto de fotografias da autoria de Alfredo Cunha, que, acompanhado pelo jornalista Luís Pedro Nunes, embarcou numa viagem com a Assistência Médica Internacional (AMI), no ano em que se comemorou…

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    Um dia numa sala iraniana

    «The living room is the space that protects the integrity of the individual and marks the boundaries between the public and the private spheres. A place where individuals can just be with themselves and not feel compelled to make an impression or conform to the tastes of others.» A exposição «Iranian Living Room» apresenta o trabalho de sete indivíduos iranianos, que fotografam a sala de estar de diferentes famílias do Irão, por ser o único local onde a vida é vivida em privado e na sua plenitude. Em exibição até ao dia 26 de maio na Fábrica Features, em Lisboa, «Iranian Living Room» dá-nos a conhecer a realidade iraniana de…

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    Pupuce: «Gostamos muito que seja manual e não de fábrica, senão perde o cunho pessoal»

    Design e ilustração com tempo e por amor: é esta a base da Pupuce, uma marca criada por Constança Marie e João Margarido há cerca de um ano. Os criadores – formados em Escultura e Design de Produto – são de Lisboa e estudam nas Caldas da Rainha, levando o projeto a ambos os locais. Sendo uma marca em crescimento, Pupuce apresenta-se através de diferentes materiais, mas sempre com o mesmo princípio: levar a arte às pessoas e fazer com que sintam algo. Andreia Filipa (AF): De onde surgiu o nome Pupuce? Constança Marie (CM): A mãe dele é francesa e, como casal, ele tratava-me, muitas vezes, por pupuce. João…

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    Artista do Mês – Mário Linhares: «O desenho é a melhor forma de conhecer o mundo.»

    Cinco da tarde e uma pastelaria na Capital. Vislumbra-se uma mão a segurar um caderno. De sorriso fácil e sem pressas, Mário Linhares fala da sua profissão como sendo uma extensão da sua própria vida. «Sou professor por escolha e desenhador por vocação», revela. Retrato de Linhares feito por Lapin Quando começou a dar aulas? Em 2001, no Colégio das Doroteias no Linhó, em Sintra. Eles precisavam de um professor de Educação Visual; eu morava em Sintra, então perguntaram-me se queria. Eu tinha 21 anos e decidi experimentar, mas nunca foi algo que me passasse pela cabeça. E, quando comecei a dar aulas, gostei muito. Senti que, se desenhasse mais,…

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    Silêncio, que se vai ver o Fado

    «Amor, ciúme 
Cinzas e lume
 Dor e pecado 
Tudo isto existe
 Tudo isto é triste
 Tudo isto é fado.» Retratos de grandes nomes do fado construídos com materiais reciclados: é isto que constitui a exposição «Somos Fado, parte I». Da autoria de Pedro Guimarães, o trabalho encontra-se presente no Museu do Fado, desde o dia 19 de março até ao dia 18 de setembro. Carlos Paredes, Alfredo Merceneiro, Camané, António Chaínho, Cuca Roseta e Carminho são apenas algumas das personalidades representadas e os suportes são vários. Num momento inicial, o que mais chama a atenção do visitante é a peça que se encontra na entrada do Museu – Amália Rodrigues…

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    A construção do espetáculo representado em espetáculo

    Linhas, máscaras e corpos: foram três os elementos a construir «Intermitências», uma peça integrada em Cumplicidades – Festival Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa -, que se realizou no Teatro da Trindade nos dias 12 e 13 de março. Da autoria do coreógrafo brasileiro Joclécio Azevedo, «Intermitências» é um espetáculo que se baseia no modo como é feito o próprio espetáculo; para isso, utilizam-se os corpos dos cinco intérpretes – André Mendes, Bruno Senune, Camila Neves, Joan Castro e Joclécio Azevedo. A Sala Eça de Queiroz veste-se de negro; o palco está descoberto, sendo possível ver um emaranhado de linhas e uma ventoinha, que faz chegar o seu som através…