Opinião

Comprar online

Actualmente, qual é o elo entre o consumidor e o acto de consumir? A resposta é simples: o online.

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Ilustração por Rute Cotrim

A Internet revolucionou inúmeros sectores da sociedade e o das transacções comerciais não é excepção. No entanto, as compras online sempre foram olhadas de soslaio. Regra geral, o consumidor tradicional desconfia do comércio online. Acima de tudo, paira no ar o medo de que o seu dinheiro seja roubado por um pirata cibernético sem escrúpulos. Mas, como é óbvio, existe o reverso da medalha: os fãs dos cestos de compras virtuais. Para estes novos consumidores, já é um hábito comum passar a pente fino sites como o eBay com o intuito de comprar de tudo um pouco. Por outro lado, é quase um esforço inútil tentar convencer um consumidor conservador a sequer ponderar efectuar uma comprar através da Internet.

Há uns anos, a segurança era um dos argumentos mais apontados como entrave à compra online, dado que existiam vários relatos de situações de cópia ilegal de cartões de crédito e de violação de contas bancárias. Hoje em dia, essa questão já quase não se coloca, uma vez que os sistemas de compras online são cada vez mais seguros e sofisticados. Por outro lado, existem várias formas de pagamento alternativas, mesmo para quem não possui cartão de crédito (ou, simplesmente, não quer utilizá-lo), tais como o MBNet ou as referências Multibanco.

Então, se o cenário mudou, torna-se importante tentar perceber o que leva (ou não) uma pessoa a fazer uma compra através da Internet. Eu já efectuei algumas compras na Internet, apesar de não ser um comprador assíduo. Faço-o esporadicamente. Comodidade e ausência de alternativa (que é como quem diz ‘à falta de melhor’ ou ‘não tendo outra hipótese’) são possivelmente os factores que me levam a fazê-lo. Normalmente, compro na Internet dois tipos de produtos. Em primeiro lugar, surge a categoria das viagens e do alojamento (a meu ver, a opção ideal para planear férias). Em segundo, aqueles artigos que de outra maneira não consigo comprar (por exemplo, livros ou discos que não têm edição em Portugal). Admito que se conseguir encontrar esse artigo numa loja, prefiro dirigir-me ao local e comprá-lo na hora. Aborrece-me fazer uma encomenda, pagar portes de envio e ser obrigado a esperar um número indeterminado de dias pelo carteiro (sendo que, algumas vezes, o único remédio é mesmo ir para a fila dos CTT porque o senhor foi lá a casa quando eu não estava).

O online não permite apenas comprar. Em muitos casos, auxilia o consumidor a ponderar a compra. No meu caso, é habitual pesquisar informação sobre um determinado produto na Internet (quer através dos sites oficiais do produto quer através de fóruns e redes sociais). Mas, na verdade, quando decido efectuar a comprar, na maior parte das vezes, prefiro deslocar-me à loja.

É certo que o comércio é cada vez mais dependente do online. O dinheiro que transaccionamentos diariamente é maioritariamente virtual. Trazemos na carteira apenas algumas moeditas para pagar a bica ou o pão. Pouco mais… Tudo o resto é pago com cartões multibanco ou… através da Internet. Por isso, por muito que se resista, os pagamentos online são uma realidade incontornável.

(Este artigo foi escrito ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico.

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Diz que é o cota da ESCS MAGAZINE. Testemunhou o nascimento do projeto, foi redator na Opinião e, hoje, imagine-se, é editor dessa mesma secção. Recuando no tempo... Diz que chegou à ESCS em 2002, para se licenciar, quatro anos mais tarde, em Audiovisual e Multimédia. Diz que trabalha há nove no Gabinete de Comunicação da ESCS – também é o cota lá do sítio. Diz que também por lá deu uma perninha como professor. Pelo caminho, colecionou duas pós-graduações: uma em Comunicação Audiovisual e Multimédia (2008) e outra em Relações Públicas Estratégicas (2012). Basicamente, vive (n)a ESCS. Por isso, assume-se orgulhosamente escsiano (até ser cota).

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