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Crises humanitárias afetam sobretudo Mulheres e Jovens adolescentes

O relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) sobre “O Estado da População Mundial” está a ter um grande impacto na saúde e bem-estar das mulheres e raparigas no que concerne às necessidades específicas de saúde sexual e reprodutiva.

Este ano, o título escolhido para o relatório foi “Abrigo da Tempestade: Uma agenda transformadora para mulheres e raparigas num mundo propenso a crises”. Apela-se à não indiferença a crises humanitárias; enfatiza-se o pedido de reforço de resiliência, quer de países, quer de comunidades.

Estima-se que 26 milhões de mulheres e raparigas em idade fértil, ou seja, de idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos, sejam vítimas de crises humanitárias em termos de saúde e bem-estar.

A grande ausência de serviços de maternidade e de planeamento familiar e a violência física e sexual a que muitas mulheres são expostas fazem aumentar os casos de mortalidade infantil, assim como fazem com que a propagação da SIDA aumente nestes grupos etários.

A ONU alerta para o decréscimo de apoio à maternidade e à prevenção de doenças sexuais de mulheres e raparigas devido à escalada de conflitos e crises humanitárias que se têm vindo a acentuar.

“Os direitos não desaparecem, e as mulheres não deixam de dar à luz quando os conflitos rebentam ou acontece um desastre”, afirmou a diretora-executiva do FNUAP, Babatunde Osotimehin. Este ano, e com problemas de financiamento, já foi enviada assistência a cerca de 38 países, apesar de só haver metade do valor necessário para prestar auxílio em termos de saúde sexual e reprodutiva a mulheres e jovens adolescentes.

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