Cinema e Televisão

Daisy Jones & The Six

Hoje em dia, as adaptações de livros para séries ou filmes são bastante comuns. No entanto, a Prime Video foi além com Daisy Jones & The Six. A minissérie conta com apenas 10 episódios, mas cada um apresenta uma parte da história que deixa os espectadores com sede por mais.

Inspirada no livro de Taylor Jenkins Reid, autora de vários best sellers, e na lendária banda Fleetwood Mac, Daisy Jones & The Six retrata a história, em espécie de documentário, da ascensão e queda abrupta de uma banda de rock fictícia dos anos 70. A narrativa intercala testemunhos do presente, em forma de entrevista, com acontecimentos do passado, mostrando o antes, o durante e o acontecimento que culminou no término da banda.
A própria autora afirma que, embora o romance não seja uma recontagem estrita, a inspiração inicial veio da relação de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham, juntamente com a tumultuada década de 1970, a criação do álbum Rumours e a famosa atuação de “Silver Springs” de 1997.

Fonte: People

Inicialmente, conhecemos as personagens, com destaque a Daisy Jones, interpretada por Riley Keough. Daisy cresceu de forma abastada, mas renegada pelos pais, acabando por desenvolver um espírito livre, rebelde e autodestrutivo que se manifesta ao longo da narrativa. O seu talento leva-a a ser descoberta por um famoso produtor musical, que será o elo de ligação entre Daisy e o resto da banda. Simultaneamente, Billy Dunne, interpretado por Sam Claflin, e o seu irmão Graham criam o seu próprio grupo – “Dunne Brothers”- , que posteriormente se irá chamar “The Six” com a adição de novos membros, como a personagem de Suki Waterhouse, Karen Sirko. Com o crescimento da banda, Billy assume o papel de líder, enfrentando pressões pessoais e profissionais, especialmente quando a fama começa a trazer excessos e a abalar o seu relacionamento com Camila, a sua esposa. A gravadora reconhece o potencial de unir Daisy e The Six, e a sua chegada transforma completamente a dinâmica interna. A química criativa entre Daisy e Billy impulsiona o sucesso da banda, mas também intensifica tensões, rivalidades e conflitos que, apesar de resultarem em músicas marcantes, acabam por conduzir ao fim abrupto de Daisy Jones & The Six.

Fonte: The UTD Mercury

A série mergulha o espectador nos anos 70 com uma estética cuidadosamente trabalhada: roupas boémias, cabelo solto e looks rock’n’roll, aliados a cenários quentes e fotos com tonalidades analógicas. Desde os estúdios de gravação aos bares e palcos, cada detalhe contribui para recriar o espírito da época, tornando a experiência visual tão envolvente quanto a musical.Outro ponto de destaque é o compromisso dos atores com a música. Riley Keough, Sam Claflin e o restante elenco treinaram durante meses para cantar e tocar todas as canções ao vivo, garantindo que a banda fictícia soasse de forma autêntica. O álbum Aurora tornou-se real e as músicas estão disponíveis em plataformas de streaming, permitindo aos fãs vivenciar a música como se a banda realmente existisse.

Daisy Jones & The Six – Look At Us Now (Honeycomb)

Além da música, a série também explora relacionamentos complexos, com um triângulo amoroso que mantém o público cativado. No entanto, a força de Daisy Jones & The Six vai além do romance: é a combinação de talento, criatividade e tensões que torna a história tão memorável.Embora tenha havido especulações sobre uma tour, como se a banda fosse real, infelizmente isso não acontecerá. Ainda assim, Daisy Jones & The Six prova que a música, o amor e os dramas conflituosos continuam a emocionar e inspirar, mostrando o poder duradouro de uma narrativa bem contada, seja em papel, no ecrã, ou mesmo na música.

Fonte da capa: The Playlist

Artigo revisto por:  Miguel Calixto

AUTORIA

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Atualmente no seu terceiro ano de licenciatura em Jornalismo, a Marta já descobriu o que é estar por detrás das câmaras, dos ecrãs e das páginas escritas. Mais do que tudo, adora ouvir música e estar a par do que se passa no universo pop, além de procurar sempre os melhores filmes e séries para uma tarde chuvosa perfeita. Assim que entrou na ESCS, encontrou na ESCS Magazine o seu lugar: começou como redatora de Cinema e Televisão, passou a Editora no ano seguinte e, agora, no seu último ano na melhor revista de Benfica, abraça com entusiasmo o cargo de Editora Executiva — um desafio que aceitou com todo o carinho!