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Design em casa portuguesa por José Espinho

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Entre cadeiras, estiradores e fotografias de hotéis, cinemas e casas do século XX, são vários os objetos que, no Museu do Design e da Moda (MUDE), relembram José Espinho; aliás, a sua vida e obra, não fosse esta a exposição José Espinho. Vida e Obra.

O MUDE iniciou-se como contador de histórias do design português com as exposições dedicadas a António Garcia, Eduardo Afonso Dias e Miguel Arruda. Agora, é apresentada, pela primeira vez, a primeira grande exposição dedicada à vida e obra de José Espinho.

José Espinho (1915-1973), nascido em Beja, foi um dos pioneiros do design português, tendo criado para hotéis como o Ritz, o Tivoli, o Mundial e o Estoril-Sol.

Espinho, convencido por um amigo da família, foi para Lisboa estudar. Acabou por se especializar em desenho de litografia pela Escola António Arroio e, mais tarde, trabalhou na Câmara Municipal de Lisboa com Leitão de Barros.

Mas, na verdade, o marco mais importante da carreira deste artista foi a sua ligação de mais de 20 anos com os móveis Olaio – onde foi consultor de estética industrial. Isto surgiu através do arquiteto Keil do Amaral, com quem Espinho trabalhou. A ligação com a Olaio acaba por ser extremamente enfatizada ao longo de toda a exposição, devido ao seu cunho moderno.

A exposição encontra-se dividida em três momentos – neo-rústico, moderno e estética industrial – e é composta por 90 peças de mobiliário, documentação e objetos pessoais. Este conjunto de elementos dá a conhecer ao visitante alguns pormenores desconhecidos da vida e do percurso de José Espinho: o seu gosto pela fotografia e pela música, a sua aptidão para a pintura e para o desenho, o seu sentido de humor e os seus hábitos.

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Em José Espinho. Vida e Obra, podemos ver os estiradores que, ainda hoje, são utilizados no Instituto Superior Técnico, as cadeiras onde os clientes se sentam na cervejaria Solmar e na pastelaria Mexicana, os interiores do Cinema Monumental, elementos de quarto do Ritz e beliches da Olaio.

Das peças de mobiliário que nos são apresentadas, apenas três fazem parte do espólio do MUDE; as restantes foram cedidas por empresas, instituições e particulares, que ainda hoje as utilizam.

José Espinho. Vida e Obra tem a curadoria da historiadora de design Graça Pedroso e dá a conhecer – de uma forma abrangente e completa – uma figura ímpar do design português. Pode ser visitada, até ao dia 17 de abril, no piso 3 do MUDE; a entrada é gratuita.

Todas as imagens foram retiradas de MUDE.pt

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