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E ao décimo quarto dia o Governo caiu


No dia 27 de outubro, Pedro Passos Coelho comunicou a Cavaco Silva qual a composição do XX Governo Constitucional. Passados 14 dias esse Governo caiu.

Foi esta terça-feira que a moção de rejeição apresentada pelo Partido Socialista ao programa de governo foi aprovada, com votos a favor de todos os deputados de PS, BE, PCP, PEV e PAN (123) e votos contra de todos os deputados da coligação (107). Não houve abstenções.

Este é também um dia que vai certamente ficar na história da democracia em Portugal. Tudo porque nunca um governo tinha caído por causa do chumbo de um programa após eleições. Além disso, nunca a esquerda se tinha unido para arranjar uma solução governamental.

No debate que decorreu na Assembleia de República, Pedro Passos Coelho prometeu que não vai viabilizar um único orçamento ou documento estratégico do futuro governo: “Quem hoje votar pelo derrube do Governo legítimo não tem legitimidade para mais tarde vir reclamar sentido de responsabilidade, patriotismo ou europeísmo”.

Também Paulo Portas avisou o Partido Socialista para não contar com qualquer apoio por parte do CDS: “Se se vir aflito e mais adiante não conseguir gerir a pressão explosiva da demagogia em competição entre o BE e PCP, de um lado, e do realismo em Bruxelas, do outro, não venha depois pedir socorro.”

Em declarações à saída de hemiciclo, António Costa considerou que estas ameaças se deveram “à emoção”.

Esta quarta-feira, o Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, vai ser recebido por Cavaco Silva no Palácio de Belém, numa audiência onde comunicará pessoalmente ao Presidente da República a rejeição do programa de governo da coligação PSP/CDS-PP.

Também é importante destacar a reação do Syriza, que se mostrou “muito satisfeito” com o acordo entre os partidos de esquerda em Portugal.

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