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Escócia responde ao Brexit com a independência

O mapa mundial tem mudanças marcadas para os próximos anos. O Reino Unido, impulsionado pela Inglaterra, prepara-se para abandonar a União Europeia. A Escócia, pelo voto do povo, pode vir a deixar o Reino Unido.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, veio anunciar que “para proteger os interesses da Escócia” irá pedir autorização ao parlamento para avançar com novo referendo à independência durante os próximos dois anos. Para legislar sobre o referendo terá de negociar uma autorização com o governo britânico.

“Tal como muitas pessoas em todo o país eu desejava que não estivéssemos nesta posição, mas estamos e o que está em causa é importante, portanto temos que ter um plano para o futuro”, afirmou Nicola Sturgeon em conferência de imprensa.

O referendo à saída do Reino Unido foi aprovado por 52% dos britânicos, mas recusado por 62% dos escoceses. Por isso mesmo, a primeira-ministra destaca: “Se a Escócia pode ser ignorada num assunto tão importante como a saída da UE e do mercado único, fica provado que a nossa voz pode ser ignorada a qualquer momento e em qualquer assunto”.

No último referendo à independência, em 2014, a Escócia escolheu permanecer por cinco pontos percentuais. O desejo de um novo voto justifica-se por as condições se terem, afirma Nicola Sturgeon, “alterado radicalmente”.

Naturalmente, o governo inglês já se apresentou como opositor, notando a “incerteza económica” gerada pela decisão. Em dúvida está mesmo a capacidade de a Escócia permanecer no UE após a saída do Reino Unido. Segundo alguns especialistas o país pode ter de passar por um novo, e demorado, processo de candidatura.

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