Playboy World para além da nudez

O Casino de Lisboa disponibiliza uma vez mais a sua galeria para a difusão de arte, agora com a exposição fotográfica Playboy World.

O nome bastante sugestivo encaminha-nos para um universo de (barbies de orelhas) orelhas brancas e de luxúria. No entanto, as 19 fotos da autoria de Ana Dias têm um objetivo completamente diferente da finalidade que estas imagens têm quando folheadas na clássica revista.

Um primeiro olhar revela a nudez, a sensualidade e a figura feminina como elementos dominantes, tomando dimensões que podem causar repulsa ou atração. Grandes planos de zonas erógenas, corpos magros com um brilho “natural” sob dias de Sol.

A edição das fotos contrasta com os dias frios de inverno e remete-nos para dias quentes em países como Brasil, Portugal, México, Estados Unidos. Assim, a fotografa traz-nos uma sensação de calor que, sexual ou não, se entrelaça com a êxtase dos frequentadores do casino.

João Serra de Almeida, Inauguração da exposição

Os mais atentos captam um  êcra onde são transmitidos excertos do projeto Playboy Abroad: Adventures with Photographer Ana Dias”. Fazendo a ponte do “playboy world” que conhecemos para o “playboy world” de Ana Dias, as viagens, as pessoas, os behind the scenes das fotografias expostas. Uma revelação pictórica do que é ter o primeiro olhar sobre a sensualidade feminina. A naturalidade com que Ana Dias regista e enaltece o corpo das modelos é a mesma com que estas exalam confiança e sensualidade. Tomando esta perspetiva, distancia-se a beleza do processo da objetificação e má conotação do produto.

Apesar disso, a localização da exposição torna difícil a difusão deste discurso de “female empowerment”. A exposição encerra um dia após o dia da mulher (encerra a 9 de março) mas até lá é de entrada livre interdita a menores de 18 anos.

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