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EUA abandonam a UNESCO

Ultimamente, os EUA têm vindo a acusar a ONU de levar a cabo uma conduta anti-israelita devido aos acontecimentos mais recentes relativos à Palestina. Tais factos levaram os Estados Unidos a anunciar esta quinta-feira, dia 12 de outubro, a sua saída da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): “Esta decisão não foi tomada de ânimo leve e reflete as preocupações dos EUA com os atrasos crescentes na UNESCO, com a necessidade de uma reforma fundamental da organização e com o permanente preconceito anti-Israel”.

A saída irá concretizar-se a 31 de dezembro de 2018, mas pode ler-se em comunicado que os Estados Unidos pretendem assumir “um estatuto de observador” para contribuir em alguns assuntos como a defesa da liberdade de imprensa, o património mundial e a promoção da colaboração científica e educação.

A presença dos Estados Unidos na UNESCO tem sido um constante vaivém. O país já havia saído da organização em 1984 por suspeitas de favorecimento dos países do bloco soviético e após 18 anos regressou. Porém, a controvérsia recomeçou quando a UNESCO aceitou a Palestina como país-membro em 2011. No mesmo ano, os EUA suspenderam o seu contributo financeiro e, atualmente, estão a dever cerca de 465 milhões de euros à organização.

Em julho deste ano, a cidade de Hebron foi reconhecida como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO enquanto lugar pertencente à Palestina. Tal decisão terá constituído mais um passo para o seu reconhecimento como um estado independente, o que enfureceu Israel e foi a gota de água para os norte-americanos, conforme se pode verificar nas declarações da embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, que considerou esta ocorrência uma “afronta à História”.

Em Hebron vivem, protegidos militarmente pelo exército do Estado de Israel, centenas de colonos israelitas no meio de mais de 200 mil palestinianos. Aí, situa-se um edifício religioso, a que os judeus chamam Túmulo dos Patriarcas e os muçulmanos Mesquita Ibrahimi.

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, reagiu ao anúncio desta quinta-feira declarando “lamentar profundamente” a decisão norte-americana “numa altura em que a luta contra o extremismo violento exige um renovado investimento na educação, no diálogo entre as culturas para evitar o ódio”.

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