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Évora nomeada capital Europeia da Cultura em 2027

No dia 7 de dezembro, foi anunciado no Centro Cultural de Belém, pela presidente do júri, Beatriz Garcia, que Évora vai ser Capital Europeia da Cultura em 2027.

Pela quarta vez, uma cidade portuguesa recebe o título de Capital Europeia da Cultura, depois de Lisboa (1994), Porto (2001) e Guimarães (2012). 

Juntamente com Évora, as capitais de distrito Aveiro e Braga e Ponta Delgada, sede do governo Regional dos Açores, também chegaram à seleção final. 

Em outubro, o ministro da cultura, Pedro Adão e Silva, que também esteve presente na cerimónia de dia 7, revelou que a cidade selecionada, que dividirá o título com a já regida cidade de Liepaja, na Letónia, contará com uma dotação financeira de 29 milhões de euros. Como forma de consolação para as cidades rejeitadas, Pedro Adão da Silva anunciou ainda que Portugal passará a ter uma Capital Portuguesa da Cultura, anualmente, a partir de 2024, estando as três primeiras titulares já escolhidas (Aveiro, Braga e Ponta Delgada).

Respondendo a um apelo que me foi feito pelos quatro autarcas [das cidades finalistas], criaremos a figura da Capital Portuguesa da Cultura, que nas três primeiras edições (2024, 2025 e 2026) [caberá às] três cidades que não foram escolhidas [esta quarta-feira]”, esclareceu o ministro, acrescentando que a verba disponível para esse projeto será de dois milhões de euros por ano, numa montagem financeira que envolve também os ministérios da Economia e da Coesão Territorial. 

O ministro adiantou também o desenvolvimento deste concurso para os anos posteriores, referindo que “Em 2027 não teremos Capital Portuguesa da Cultura, porque haverá Capital Europeia da Cultural em Portugal, mas em 2028, com concurso aberto, haverá uma quinta cidade”.

Nesta cerimónia estiveram também presentes a representante da Comissão Europeia em Portugal, Sofia Moreira de Sousa, e os representantes de cada uma das cidades finalistas.

Fonte: SAPO

O processo para a escolha da cidade de Évora já decorre desde 2019, um processo que deu inicialmente origem a 12 candidaturas. Na sequência de uma pré-seleção, ocorrida em março, ficaram de fora Coimbra, Faro, Funchal, Guarda, Leiria, Oeiras, Viana do Castelo e Vila Real. Nesta pré-seleção a decisão do júri foi regida por seis critérios: contribuição do projeto da Capital Europeia da Cultura para a estratégia da cidade a longo prazo; conteúdo cultural e artístico; dimensão europeia; alcance e envolvimento da comunidade; plano global de gestão, incluindo o orçamento alocado.

O júri foi composto por 11 especialistas, sendo eles: Else Christensen-Redzepovic e Jorge Cerveira Pinto, do Parlamento Europeu; Marilyn Gaughan Reddan, Goda Giedraityte e Rossella Tarantino, do Conselho Europeu; Jelle Burggraaff, Beatriz Garcia e Hrvoje Laurenta, da Comissão Europeia; Anne Karjalainen, do Comité das Regiões; e João Seixas e Suzana Faro, do Ministério da Cultura português.

Fonte da capa: Tim Graham/Observador

Artigo revisto por João Nuno Sousa

AUTORIA

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A Beatriz nasceu e cresceu no Algarve e talvez por isso tenha um grande carinho pelo mar. Ingressou em Relações Públicas e Comunicação Empresarial na Escola Superior de Comunicação Social e sempre teve um grande gosto pela escrita e pelo benefício de levar informação a todos. Procura, juntamente com a ESCS Magazine, ter oportunidade de fazer algo que gosta e partilhar informação ao mesmo tempo.