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Falcoaria portuguesa classificada Património Cultural Imaterial da UNESCO

A falcoaria portuguesa foi classificada como Património Cultural Imaterial da UNESCO. A decisão foi tomada esta quinta-feira, 1 de dezembro, na Etiópia, onde se reuniu o 11.º Comité Intragovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural do Património Cultural Imaterial.

A partir desta quinta-feira a falcoaria portuguesa passa a ser classificada como Património Cultural Imaterial da UNESCO, uma decisão tomada pelo Comité Intragovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural do Património Cultural Imaterial, em Adis Abeba, na Etiópia.

A candidatura tinha sido apresentada à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura em 2015 por intermédio da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, em conjunto com a Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, com a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria (APF).

A falcoaria e a sua origem em Portugal
A falcoaria é uma arte de caça que utiliza a ave de presa para a captura de animais no seu ambiente selvagem. É uma caça de baixo rendimento e mais ecológica. Em Portugal, no séc. XVIII, D. José I ordenou a construção da Falcoaria Real em Salvaterra de Magos, uma zona particularmente utilizada para a caça.

Desde 2009 que o edifício funciona como “museu vivo”, depois de ter sido recuperado da ruína pelo anterior executivo municipal.

Reações e outros prémios
Para Pedro Afonso, presidente da APF, o reconhecimento da falcoaria portuguesa é “determinante” para proteger a atividade. O Presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, que acompanhou de perto o reconhecimento da Unesco em Adis Abeba, espera que esta classificação traga visibilidade ao património, trazendo visitantes e investigadores à zona.

Portugal junta-se agora à lista de 13 países onde a arte já é considerada Património da Humanidade. Em 2010, Abu Dhabi (Emirados Estados Unidos) foi o primeiro país a submeter a candidatura da falcoaria.

A decisão chega dois dias depois do mesmo comité ter classificado também o processo de fabrico do barro preto de Bisalhães, em Vila Real. Nos últimos anos o cante alentejano e a arte chocalheira também passaram a ser distinguidos como Património Imaterial.

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