Cinema e Televisão

Filmes que se tornaram uma desilusão

Já toda a gente criou expectativas sobre um determinado filme. Talvez por ser inspirado num livro bestseller, pelo seu trailer impressionante, pelos atores principais ou pelos realizadores aclamados. No entanto, apesar do entusiasmo inicial, algumas destas obras acabam por se revelar uma grande desilusão.

The Circle (2017)

Fonte: IMDb

O filme tinha tudo para ser excelente, pois consegue fazer uma crítica superficial à sociedade atual e permite compreender quais os rumos que o mundo pode tomar nesta era atual da tecnologia da informação. No entanto, infelizmente, o filme acaba por se tornar uma desilusão devido à abordagem superficial de várias questões, não aprofundando nenhuma em específico. O ritmo da história parece diminuir a partir do momento em que Mae (Emma Watson) se revela famosa nas redes sociais. O filme perde demasiado tempo a explorar o seu relacionamento com os fãs. Já o realizador demonstra uma pressa enorme para terminar a narrativa, deixando um sentimento de deceção, uma vez que poderia construir um desfecho melhor.

Fantastic Four (2015)

Fonte: IMDb

A principal falha deste filme recai sobre a fraca composição das personagens, como é o caso do vilão, Victor Von Doom (Toby Kebbell), que apenas ganha verdadeiramente importância no final do filme e cuja história não é devidamente explorada ao longo de toda a narrativa. Os efeitos especiais e a qualidade de interpretação do elenco ajudam na avaliação geral. Todavia, talvez ainda não seja desta que o quarteto tenha tido um filme à sua altura.

Daybreakers (2010)

Fonte: IMDb

Um dos poucos pontos a favor do filme é a presença de Sam Neil, que interpreta Charles Bromley, um vilão corporativista, que se destaca, principalmente, pelas duras decisões que é obrigado a tomar, transformando-o na personagem mais complexa da narrativa. Uma das maiores desilusões do filme é a fraqueza dos efeitos especiais. De acordo com o tema, os vampiros são colocados em risco derivado à escassez de sangue, o que se torna interessante. Mas o facto de eles se transformarem de novo em humanos é uma solução ridícula para o final do filme.

House of the Dead (2003)

Fonte: IMDb

Há demasiadas coisas a apontar sobre esta obra: a banda sonora é horrível; o elenco é desconhecido e completamente amador (com exceção do veterano Jurgen Prochnow); o guião é superficial, previsível e coberto de situações absurdas; os diálogos são tão imbecis que chegam a incomodar. O principal desejo dos espectadores é que os protagonistas morram logo, da forma mais dolorosa possível nas garras do zombies, uma vez que não conseguem estabelecer nenhum tipo de empatia ou relevância na narrativa.

Disaster Movie (2008)

Fonte: IMDb

Tal como o nome refere, este filme é um desastre e um dos piores, senão o pior filme de sempre. O desenvolvimento da narrativa é péssimo, parece que o tempo passa super devagar de tão chato, arrastado e horrível que o filme é. A pouca trama que existe fica em segundo plano, pois as paródias são o principal foco do filme, piadas essas que são horríveis. Estas estão tão mal trabalhadas que, ou não metem piada, ou prolongam-se durante minutos, tornando-se rasas e irritantes, tal como todo o filme. Os personagens não têm utilidade para nada, ao contrário dos atores, que são inacreditáveis. O filme é tão mau que nada tem para dizer. Até para passar o tempo, o filme falha.

Fonte da capa: IMDb

Artigo revisto por Maria Beatriz Batalha

AUTORIA

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Mariana Vieira Ferreira, de 19 anos, sempre adorou tudo o que envolve a arte. Desde criança que a arte faz parte dela, em especial a dança. Começou a praticar com 5 anos ballet que se tornou a sua grande paixão. Mais tarde dedicou-se à dança contemporânea e atualmente a sua grande paixão é o hip hop. O seu grande sonho era entrar na Escola Superior de Dança, mas devido à qualidade do futuro, decidiu desistir desse objetivo e ingressou no curso de Jornalismo. Mariana adora escrever, desde pequena que a escrita a apaixona, muito mais que falar para um público, porque é uma menina um pouco tímida. Ao escrever para a ESCS Magazine, Mariana consegue conciliar as suas grandes paixões, a dança e a escrita. Sente que através da escrita consegue se aproximar do seu sonho.