Greve dos médicos com adesão a rondar os 90%

Os médicos cumprem esta quarta-feira o primeiro de dois dias de greve nacional. O Sindicato Independente dos Médicos exige a redução do número de utentes por médico e a diminuição das horas em urgência.

Blocos operatórios encerrados por todo o país, consultas afetadas e uma paralisação com uma “expressão avassaladora” – é este o cenário do primeiro de dois dias de greve nacional dos médicos descrito pelo secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha.

Ao meio-dia desta quarta-feira, a paralisação rondava os 80%, mas, segundo as projeções mais recentes, do Sindicato Independente dos Médicos e da Federação Nacional dos Médicos, a adesão rondou os 90%.

No entanto, os serviços mínimos estão a ser obrigatoriamente garantidos por profissionais na área das urgências, da quimioterapia, da radioterapia e dos transplantes.

Os médicos reivindicam um conjunto de trinta pontos, onde se incluem: a limitação do trabalho suplementar a cento e cinquenta horas anuais, em vez das atuais duzentas horas; a imposição de um limite de 12 horas de trabalho em serviço de urgência; a diminuição do número de utentes por médico de família; e a reposição do pagamento de 100% das horas extra.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos e pela Federação Nacional dos Médicos e é a primeira que surge durante o mandato do atual Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

O Ministério da Saúde já fez saber que não negoceia sob pressão, considerando-se empenhado no diálogo com os sindicatos médicos.

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