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Holandeses elegem Mark Rutte e travam investida populista de Wilders

Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD) conquista 33 assentos no parlamento numa eleição marcada pela enorme adesão por parte do eleitorado holandês. Líderes europeus satisfeitos com esta decisão.

O presente ano de grande tensão política na Europa, produzida pelo recente crescimento e aparecimento de vários movimentos populistas, colocou os holofotes políticos e mediáticos mundiais sobre a Holanda na passada noite de quarta-feira, no que foi o primeiro teste eleitoral da União Europeia em 2017.

Geert Wilders, líder do Partido para a Liberdade (PVV), autoproclamado eurocético e anti-islâmico, representava a principal ameaça ao partido do primeiro-ministro Rutte; contudo garantiu apenas vinte dos cento e cinquenta lugares possíveis na câmara baixa contrariando a previsão de várias sondagens que davam a vitória a Wilders.

O VVD saiu vencedor após a aquisição de 33 assentos no parlamento; todavia necessita agora de criar coligações com outros partidos de forma a atingir os 76 deputados, mínimo possível para a maioria absoluta. As possibilidades de escolha para a formação de governo são várias, mas as análises mais recentes dão conta de uma provável coligação entre o VVD e partidos de centro-direita, no que irá ser possivelmente o governo mais fragmentado de sempre na Holanda.

A derrota do movimento populista holandês já recebeu comentários de vários governantes europeus. A chanceler alemã afirmou que o resultado “foi pró-europeu” e realçou o que foi “um bom dia para a democracia”. Por sua vez o presidente Marcelo Rebelo de Sousa disse que a “escolha do povo holandês representa uma boa notícia para parceiros como Portugal”.

Esta eleição ficou também marcada pela enorme adesão às urnas por parte do eleitorado holandês – mais de 80% – o que levou inclusive ao pedido de mais boletins de voto em alguns locais.

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