Hong Kong proíbe o assédio a polícias

O Supremo Tribunal de Hong Kong proibiu a população de partilhar informações pessoais sobre a polícia.  O Tribunal emitiu a providência cautelar na sexta-feira por um período temporário. Esta decisão surge na continuidade dos protestos na Zona Administrativa chinesa.

Fonte: LYNN BO BO / EPA

O Supremo Tribunal proibiu o assédio aos polícia, bem como a divulgação de informações pessoais e das famílias dos mesmos. A informação abrange nomes, moradas, números de telefone, endereços de e-mail, fotografias e contas nas redes sociais. Esta medida é temporária e estará em vigor até 9 de novembro.

O chefe da polícia, Lo Wai-chung, e a secretária da Justiça, Teresa Chung, persuadiram o Tribunal a aprovar a providência cautelar, segundo a Agência Lusa que refere a emissora local RTHK como fonte. As autoridades já tinham tomado outras precauções para limitar a ação dos manifestantes, como restringir reuniões perto dos bairros residenciais da polícia.

Agora a polícia quer impedir o assédio aos seus agentes e a partilha de informações pessoais. Segundo a RTHK, referida pela Lusa, a providência cautelar também proíbe os cidadãos de ajudarem terceiros na obtenção e divulgação dessas informações.

Há quatro meses que Hong Kong tem sido palco de protestos frequentes. Desde o início das manifestações que os confrontos entre a polícia e os cidadãos são violentos. As manifestações começaram em junho para contestar a lei da extradição. Após as emendas dessa lei terem sido retiradas, os protestantes apelam agora a reformas democráticas.

Artigo revisto por Ana Cardoso

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